Bispo polonês é julgado por acobertar crimes de pedofilia
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Um bispo católico polonês compareceu ao tribunal nesta quarta-feira (18), acusado de acobertar atos de pedofilia cometidos por padres em sua diocese.
Andrzej Jez é o primeiro alto funcionário da igreja católica na Polônia a ser processado por não denunciar às autoridades casos de abuso sexual cometidos por membros do clero.
"Não sei como isso vai terminar, mas estou muito feliz que finalmente esteja vindo à tona", disse Lilianna Kupaj, vítima de abuso sexual por um padre quando criança, a repórteres.
"Que o mundo saiba", acrescentou, com lágrimas nos olhos, antes do início da audiência em um tribunal em Tarnow, no sudeste da Polônia.
O bispo entrou no tribunal vestido com roupas civis, usando apenas um colarinho clerical como sinal de sua posição.
Segundo a acusação, a hierarquia católica tinha conhecimento dos casos de dois padres que cometeram abuso sexual contra menores. Um deles, identificado como Stanislaw P., teria abusado de aproximadamente 95 crianças.
Nenhum dos dois clérigos foi condenado. Um deles se beneficiou do prazo de prescrição, e o outro, devido a problemas de saúde, ainda não foi julgado.
"É um caso espetacular e sem precedentes no país", disse à AFP Artur Nowak, advogado das vítimas.
A cúria local rejeita as acusações contra o bispo e enfatiza, em comunicado, que "as autoridades da diocese de Tarnow já enviaram pelo menos uma dúzia de denúncias" nos últimos anos, em conformidade com sua política de "tolerância zero".
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