Cuba 'não é uma ameaça', mas sim 'um muro de contenção' antidrogas para os EUA, diz alto chefe militar
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Cuba "não é uma ameaça" para os Estados Unidos, como alega o presidente Donald Trump, mas sim "um muro de contenção" diante das drogas enviadas da América do Sul para aquele país, afirmou nesta terça-feira um alto chefe militar da ilha.
"Reiteramos que Cuba não é uma ameaça para os Estados Unidos", disse em entrevista coletiva o coronel Juan Carlos Poey, chefe da Direção Antidrogas do Ministério do Interior (Minint).
Poey destacou que o bloqueio energético de Trump está afetando as tarefas de prevenção e combate ao narcotráfico de Cuba, que atua "como um muro de contenção no mar" contra a droga que viaja da América do Sul para os Estados Unidos.
"Se há alguém que tem que estar preocupado" com uma eventual afetação desse trabalho, "são os Estados Unidos", precisou.
Para justificar o bloqueio energético que lançou contra Cuba, Trump alega que Havana representa "uma ameaça excepcional" para Washington devido às relações que mantém com Rússia, China e Irã, que são aliados da ilha.
Poey destacou que Cuba cooperou historicamente com os Estados Unidos na área antidrogas, mas que, sob a administração Trump, essa cooperação "se limitou à troca de informações em tempo real".
"Não (...) há uma cooperação fluida", mas "mesmo nas circunstâncias atuais [de escassez de combustível] seguimos protegendo os Estados Unidos desse mal que constituem as drogas", acrescentou Poey.
Por sua vez, o chefe do Estado-Maior das Tropas Guarda-Fronteiras de Cuba, o primeiro-coronel Ibey Daniel Carballo, advertiu que o bloqueio energético de Washington também pode afetar outros acordos assinados entre os dois países, como um sobre "salvamento marítimo".
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