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Petro retoma diálogo com principal cartel da Colômbia, suspenso após acordo com Trump

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O governo da Colômbia anunciou nesta terça-feira (17) que retomará as negociações de paz com o Clã do Golfo, suspensas pelo cartel há duas semanas em protesto contra acordos do presidente esquerdista Gustavo Petro com Donald Trump.

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Petro acertou, em uma visita à Casa Branca em 3 de fevereiro, realizar ações conjuntas para localizar o homem conhecido como "Chiquito Malo", o principal comandante desse grupo narcotraficante.

O acordo levou o Clã do Golfo a interromper os diálogos com o governo, que vinham sendo realizados desde setembro no Catar.

O escritório de paz do governo informou que os negociadores se reuniram em Bogotá em 9 de fevereiro e deram por "superada" a suspensão das conversas.

O processo de paz "continua avançando", afirmou o órgão em um comunicado.

Petro entregou a Trump uma lista dos principais chefes do narcotráfico da Colômbia com o objetivo de receber apoio dos serviços de inteligência dos Estados Unidos para detê-los.

A cúpula do Clã do Golfo considerou que esses acordos representavam um "atentado" contra sua "boa-fé" e abandonou a mesa de negociações em Doha.

"O presidente Petro colocou seus interesses pessoais acima do bem maior, que é a paz nos territórios", afirmou o cartel naquele momento.

O governo e o Clã do Golfo negociam com vistas a um desarmamento em troca de benefícios legais.

— Fumigações com glifosato —

Entre os narcotraficantes que Petro e Trump priorizaram combater também estão Iván Mordisco, líder da maior dissidência das Farc, o grupo armado que assinou a paz com o governo em 2016; e Pablito, um dos principais líderes da guerrilha ELN na fronteira com a Venezuela.

Chiquito Malo assumiu a liderança do Clã do Golfo após a captura de Otoniel, em outubro de 2021. O chefe do tráfico foi condenado a 45 anos de prisão nos Estados Unidos.

Até o momento, o governo e o Clã chegaram a alguns acordos, como reduzir a intensidade do conflito em localidades castigadas pela violência no noroeste do país.

Após meses de confrontos nas redes sociais, Petro e Trump distenderam sua relação e concordaram em combater o narcotráfico na Colômbia.

Na sexta-feira, o Departamento de Estado informou que, junto com as forças de segurança colombianas, foi retomada a fumigação de cultivos ilícitos com o herbicida glifosato, suspensa desde 2015 por recomendação do Ministério da Saúde.

Quando era senador, Petro foi um crítico dessas fumigações devido aos impactos que causam aos seres humanos e ao ecossistema.

O governo colombiano sustenta que convidou a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, a se unir à sua nova estratégia, junto aos Estados Unidos, para atacar as organizações criminosas na fronteira.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, disse à AFP na semana passada que tinha informações de que Caracas já havia iniciado operações militares para promover a retirada dos grupos armados colombianos que atuam em seu território.

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das/nn/am

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