Kast questiona ajuda humanitária que Chile enviará a Cuba
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O presidente eleito do Chile, o ultradireitista José Antonio Kast, questionou nesta segunda-feira (16) a ajuda econômica que o atual governo chileno enviará a Cuba, mergulhada em uma profunda crise econômica agravada pelas pressões dos Estados Unidos.
Cuba enfrenta uma grave crise energética após o fim do fornecimento de petróleo por parte da Venezuela, depois da queda, no último 3 de janeiro, de Nicolás Maduro, e diante das ameaças de Washington de impor tarifas aos países que vendam petróleo à ilha comunista.
"Não estou de acordo em dar uma ajuda econômica direta a um governo que gerou uma ditadura por mais de 60 anos e que colocou o povo cubano em uma situação muito degradada, desumana", criticou Kast em uma coletiva de imprensa no sul do Chile, após retornar de suas férias.
Na semana passada, o governo do esquerdista Gabriel Boric anunciou que contribuiria para ajudar a ilha com um milhão de dólares, por meio do Fundo contra a Fome e a Pobreza da Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento da Unicef.
Kast, que assumirá o poder em 11 de março, acrescentou que "qualquer ajuda humanitária tem que passar, necessariamente, pela exigência de democracia, e isso eu não vi".
Sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, Havana acusa o presidente Donald Trump de querer "asfixiar" a economia da ilha, que lançou um pacote de medidas emergenciais, como o racionamento de gasolina, a semana de trabalho de quatro dias nas administrações públicas, o teletrabalho e as aulas universitárias a distância.
Países como México, Espanha e Rússia também anunciaram que ajudarão Cuba.
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axl/lb/am