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AES Andes cancela controverso projeto de hidrogênio verde no Chile

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Um controverso projeto de hidrogênio verde no Deserto do Atacama, no Chile, foi formalmente cancelado após meses de críticas devido ao seu potencial impacto em um dos principais centros de astronomia do mundo, informaram as autoridades à AFP nesta quinta-feira (12).

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O conglomerado AES Andes, subsidiária chilena da americana AES Corporation, planejava desenvolver um campo de 3.000 hectares no Deserto do Atacama, próximo a Paranal (norte do Chile). Através do chamado projeto INNA, a empresa buscava gerar energia solar e eólica, além de produzir hidrogênio verde e amônia verde. 

"O Estudo de Impacto Ambiental para o projeto INNA foi retirado", afirma um documento fornecido à AFP pelo Serviço de Avaliação Ambiental (SEA). 

O Observatório Europeu do Sul (ESO) denunciou a poluição luminosa do projeto, que poderia prejudicar a observação do céu.

"Devido à sua localização prevista, o projeto representaria uma séria ameaça aos céus mais escuros e límpidos da Terra e à operação das instalações astronômicas mais avançadas do mundo", disse Xavier Barcons, diretor-geral do ESO. 

A retirada formal da iniciativa entrou em vigor 17 dias após a AES Andes anunciar, no final de janeiro, que estava abandonando o projeto, na sequência de meses de críticas da comunidade astronômica internacional.

O projeto iniciou sua avaliação em dezembro de 2024 e previa um investimento de 10 bilhões de dólares (51,8 bilhões de reais, na cotação atual). A AES Andes concentrará seus esforços em seu portfólio de energias renováveis e armazenamento de energia, segundo comunicado divulgado no início de fevereiro. 

Entre as instalações potencialmente afetadas estava o Observatório Paranal, localizado a 1.200 quilômetros de Santiago e a uma altitude de 2.635 metros, longe da poluição luminosa das grandes cidades. 

Essa vantagem proporciona condições atmosféricas únicas, que o tornam um dos observatórios mais produtivos do mundo. Também seria afetado o Very Large Telescope (VLT) do ESO, composto por quatro telescópios individuais, que forneceu a primeira imagem de um exoplaneta em 2004. 

O projeto empresarial também colocou em risco o funcionamento adequado do Extremely Large Telescope (ELT), um projeto colossal com conclusão prevista para 2028.

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axl/mvl/aa-jc

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