México registra 9.074 casos de sarampo, o maior índice das Américas
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O México registrou 9.074 casos de sarampo entre 2025 e 2026 até o momento, informou o governo nesta quarta-feira (11), tornando-se o país com o maior índice da doença nas Américas.
As autoridades detectaram o início de um surto no norte do país há um ano, o que obrigou o governo a acelerar os esforços de vacinação para conter a doença.
Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o México registrou 6.428 casos da doença em 2025, quase metade dos 14.891 casos registrados em todo o continente.
O secretário de Saúde do México, David Kershenobich, afirmou em coletiva de imprensa que há "9.074 casos totais de sarampo entre 2025 e 2026".
O secretário acrescentou que esse número indica que a estratégia de vacinação do país está funcionando.
"Se não tivéssemos a proteção da vacinação, e considerando que esse vírus é altamente contagioso, teríamos milhões de mexicanos infectados", explicou.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus, que pode ser grave e até fatal para crianças pequenas.
O infectologista Alejandro Macías explicou à AFP que houve uma queda nas taxas de vacinação em 2019, durante o governo do presidente Andrés Manuel López Obrador (2018-2024).
Sua sucessora, a presidente Claudia Sheinbaum, intensificou os esforços de vacinação contra a doença em vários estados.
Na Cidade do México, as autoridades lançaram uma campanha de vacinação em massa, enquanto no vizinho Estado do México, o distrito mais populoso do país, o governo local tornou obrigatório o uso de máscaras e instalou postos de vacinação nas escolas.
A Opas relata que, entre os casos confirmados nas Américas, 78% dos infectados não haviam sido vacinados e, em 11% dos casos, o histórico de vacinação era desconhecido.
A doença geralmente causa erupção cutânea com manchas vermelhas, além de outros sintomas como febre, dor de garganta e inflamação nos olhos. Pode ser agravada por pneumonia ou encefalite, entre outras complicações.
As autoridades de saúde recomendam que as crianças sejam vacinadas entre 12 e 15 meses de idade, com uma dose de reforço posterior.
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