Morte de Kurt Cobain: estudo sugere assassinato de líder do Nirvana
Estudo aponta que achados da autópsia seriam mais compatíveis com overdose do que com o disparo; entenda os detalhes que reabrem o caso
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Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana foi encontrado morto aos 27 anos, em 5 de abril de 1994. No mesmo ano, o Gabinete do Médico Legista do Condado de King concluiu que se tratava de suicídio por ferimentos causados por uma espingarda Remington Modelo 11 calibre 20.
Um relatório revisado por pares e divulgado nesta quarta-feira (11/2) pelo jornal inglês "Daily Mail" aponta inconsistências nos laudos da época, reabrindo o debate sobre a causa oficial da morte do roqueiro Publicado no International Journal of Forensic Science, essa nova análise sugere que os achados seriam mais compatíveis com uma overdose do que com o suicídio por disparo de espingarda.
O estudo foi conduzido por uma equipe privada de cientistas forenses que reavaliou a autópsia e os registros da cena do crime. A principal conclusão é que Cobain poderia já estar incapacitado ou morto por uma overdose de heroína antes do disparo ter ocorrido. A investigação oficial, realizada há 30 anos, concluiu que o músico injetou uma dose massiva de heroína antes de tirar a própria vida.
Polêmica em alta no Google
A polêmica sobre a morte do ex-líder do Nirvana foi parar no topo das buscas do Google. Segundo o Google Trends, que monitora as pesquisas no site, o termo Kurt Cobain teve uma alta de mais de 200% nas últimas horas, com os internautas querendo saber detalhes sobre como foi a morte dele em 1994 e o seu relacionamento com a esposa, a vocalista Courtney Love, da banda Hole.
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Os pontos levantados pela análise
A nova pesquisa destaca detalhes médicos que, segundo os autores, não se alinham com uma morte instantânea por um tiro. A autópsia original registrou líquido nos pulmões, hemorragia nos olhos e danos no fígado e no cérebro. Esses sinais são associados a uma morte mais lenta, como a causada pela privação de oxigênio em uma overdose, que diminui a respiração e o fluxo sanguíneo.
O relatório argumenta que o sangramento ocular e os danos nos órgãos indicariam uma falta de oxigenação anterior ao ferimento fatal. Em mortes por tiro na cabeça, a presença de sangue nas vias respiratórias é comum, um detalhe que não teria sido descrito no laudo de 1994.
Elementos da cena do crime também são questionados. As mangas da camisa de Cobain estavam arregaçadas e o kit para uso de heroína foi encontrado a metros do corpo, com seringas tampadas. A investigação original apontou que o músico teria usado uma dose de heroína dez vezes maior que o consumo de um usuário pesado.
A análise também aponta que o tronco encefálico, que controla a respiração, provavelmente não foi atingido pelo disparo. Além disso, a posição do braço do músico não indicava a rigidez típica observada em lesões graves nessa região do cérebro, reforçando a hipótese de incapacitação prévia.
O Gabinete do Médico Legista do Condado de King, responsável pela autópsia original, reafirmou sua conclusão de suicídio. O órgão declarou que está aberto a revisar o caso se novas evidências substanciais forem apresentadas, mas informou não ter recebido material que justifique uma reabertura oficial da investigação.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria