Internacional

Conselho da Europa levanta imunidade de ex-secretário-geral por vínculos com Epstein

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O Conselho da Europa anunciou, nesta quarta-feira (11), o levantamento da imunidade do seu ex-secretário-geral, o norueguês Thorbjørn Jagland, investigado no seu país por vínculos passados com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein. 

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Secretário-geral da instituição sediada em Estrasburgo entre 2009 e 2019,  Jagland usufruía de imunidade diplomática, mesmo após o fim do mandato, por atos praticados no exercício das suas funções. 

Jagland, que também foi primeiro-ministro da Noruega entre 1996 e 1997, está sob investigação da polícia por suspeitas de "corrupção qualificada". 

Era presidente do comitê que atribui o Nobel da Paz e secretário-geral do Conselho da Europa quando estabeleceu vínculos com Epstein na década de 2010. 

O levantamento da imunidade permitirá "à Justiça norueguesa fazer seu trabalho e a Jagland, se processado, defender-se", estimou o atual secretário-geral do Conselho da Europa, o suíço Alain Berset. 

A retirada da imunidade de Jagland "era esperada e ele cooperará com a investigação", reagiu seu advogado, Anders Brosveet, em nota, assegurando que leva "este assunto muito a sério", mas insistindo em que não há "qualquer fato penalmente reprovável". 

Segundo o jornal norueguês Verdens Gang, com base em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Jagland teria solicitado uma garantia a Jeffrey Epstein para a compra de um apartamento, embora o resultado desse pedido seja desconhecido. 

Hoje, com 75 anos, o investigado indicou ao jornal que os empréstimos para os seus bens imobiliários foram todos obtidos do banco norueguês DNB. Também se hospedou nas casas de Epstein em Nova York em 2018 e em Paris em 2015 e 2018, segundo esses mesmos documentos. 

Em 2014, sua família e ele haviam planejado uma viagem à ilha do criminoso sexual, que acabou sendo cancelada. Jagland assegurara no passado que seus vínculos com Epstein eram "um aspecto de uma atividade diplomática normal". 

No início de fevereiro, declarou ao jornal Aftenposten que foi "um erro de juízo" manter essa relação.

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av-phy/bar/glr/mab/eg/jc/aa

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