Milhares de presos do EI são transferidos da Síria para o Iraque
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Mais de 2.200 supostos membros da organização Estado Islâmico (EI), que estavam detidos na Síria, foram levados para o Iraque no âmbito de uma operação americana lançada em janeiro, informou neste sábado (7) um responsável iraquiano à AFP.
No total, cerca de 7 mil detentos serão transferidos para o Iraque pelo Exército americano. No mês passado, as forças dos Estados Unidos disseram que queriam garantir a permanência desses indivíduos em "centros de detenção com medidas de segurança", depois que os curdos, que controlavam as prisões, cederam terreno para as forças sírias.
"O Iraque recebeu da Síria 2.225 terroristas por via terrestre e aérea, em coordenação com a coalizão internacional", antijihadista dirigida pelos Estados Unidos desde 2014, declarou à AFP Saad Maan, chefe da célula de informação de segurança, vinculada ao gabinete do primeiro-ministro.
Eles estão agora em centros dotados de segurança, acrescentou.
O Iraque havia anunciado esta semana que abriu investigações sobre mais de 1.300 presos transferidos da Síria.
No passado, os tribunais iraquianos condenaram à pena de morte e à prisão perpétua centenas de membros do Estado Islâmico, entre eles muitos combatentes estrangeiros, alguns dos quais tinham sido transferidos da Síria.
O Iraque já foi acusado de realizar centenas de julgamentos descritos como acelerados, de obter confissões sob tortura ou de representação legal ineficaz, segundo defensores de direitos humanos.
Entre os detentos transferidos há sírios, iraquianos e europeus, bem como de outras nacionalidades, segundo várias fontes de segurança iraquianas.
O Iraque deseja que os países de origem dos detentos estrangeiros os recebam de volta, mas enfrenta a relutância dos governos.
A transferência "para seus países de origem se iniciará quando as formalidades legais estiverem concluídas", assegurou Maan à agência de notícias iraquiana INA, sem dar mais detalhes.
Em 2014, o Estado Islâmico assumiu o controle de grandes porções de território na Síria e no Iraque, cometendo massacres e submetendo mulheres e meninas à violência e escravidão sexual.
Apoiado pela coalizão liderada pelos Estados Unidos, o Iraque proclamou a derrota do grupo em 2017.
Na Síria, as Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos, derrotaram o grupo jihadista dois anos depois.
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