Internacional

Chanceleres de Colômbia e Equador se reúnem para pôr fim à guerra comercial

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Os chanceleres de Colômbia e Equador iniciaram uma reunião nesta sexta-feira (6), em Quito, para pôr fim à guerra tarifária que impacta o comércio, a cooperação energética e o transporte de petróleo entre os dois países, informaram fontes diplomáticas.

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Os países vizinhos impuseram tarifas mútuas de 30% a partir de 1º de fevereiro, depois que o presidente equatoriano, Daniel Noboa, acusou a Colômbia de adotar uma gestão deficiente no combate ao crime organizado na fronteira.

A disputa se agravou quando a Colômbia suspendeu a venda de energia elétrica para o Equador e este elevou em 900% a tarifa para transportar petróleo por seu oleoduto.

As delegações, que incluem outros funcionários dos dois governos, mantêm uma reunião "privada" na sede do ministério equatoriano das Relações Exteriores, no norte da capital, informou a pasta.

Caravanas de veículos cercados por um forte dispositivo de segurança formado por policiais e militares entraram no Palácio de Najas, que na parte externa permanece custodiado por agentes em motocicletas, observaram jornalistas da AFP.

Em meio às tensões, as chanceleres Rosa Villavicencio, da Colômbia, e Gabriela Sommerfeld, do Equador, se reuniram pela primeira vez há quase duas semanas durante o fórum do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), no Panamá.

Villavicencio e o ministro colombiano da Defesa, Pedro Sánchez, chegaram a Quito com vistas ao "pleno restabelecimento" do comércio binacional e a alcançar "entendimentos" em segurança e defesa, segundo Bogotá.

Noboa ordenou aumentar os impostos sobre as exportações da Colômbia como compensação pelos recursos investidos na defesa de sua fronteira, mas seu par colombiano, Gustavo Petro, refuta as acusações de uma suposta falta de cooperação em segurança.

Após uma visita recente a Washington, Petro disse que o presidente americano, Donald Trump, aceitou mediar com Noboa, seu aliado, para desescalar as tensões.

Os dois países compartilham uma fronteira de cerca de 600 km, repleta de guerrilheiros e narcotraficantes.

O Equador registrou a maior taxa de homicídios da América Latina em 2025, com um recorde de 52 assassinatos por 100.000 habitantes e está localizado entre a Colômbia e o Peru, os maiores produtores mundiais de cocaína.

Por seus portos saem 70% desta droga, principalmente rumo aos Estados Unidos e a Europa.

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bur-sp/das/nn/mvv/am

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