Internacional

Tribunal europeu condena Rússia por 'tratamento desumano' ao líder da oposição Navalny

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O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) condenou, nesta terça-feira (3), a Rússia por "tratamento desumano" e "prisão ilegal" no caso da detenção, em 2021, do líder da oposição Alexei Navalny, que morreu três anos depois sob custódia. 

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Navalny morreu em circunstâncias inexplicáveis em uma prisão no Ártico, onde cumpria uma pena de 19 anos por uma série de acusações amplamente consideradas uma retaliação à sua oposição ao presidente russo, Vladimir Putin. 

As autoridades russas prenderam o ativista anticorrupção em 2021, após o seu retorno da Alemanha, onde passou meses se recuperando de uma intoxicação com o agente nervoso Novichok em 2020 enquanto fazia campanha na Sibéria. 

O TEDH concluiu que a prisão de Navalny se baseou na "ativação de uma pena de prisão suspensa" por uma acusação de fraude e lavagem de dinheiro de 2014, que já havia denunciado anteriormente como injusta. 

O tribunal também determinou que o ativista foi "submetido simultaneamente a uma combinação de várias formas de maus-tratos", o que "refletia um padrão de desrespeito à sua saúde, bem-estar e dignidade, e constituía tratamento desumano e degradante". 

Navalny teve a cabeça raspada, foi "mantido sob constante vigilância por vídeo e privado de sono por meio de verificações de segurança a cada uma ou duas horas", afirma a sentença. 

Navalny havia recorrido ao TEDH, que em fevereiro de 2021 pediu a Moscou que o libertasse imediatamente.

O tribunal autorizou sua viúva, Yulia Navalnaya, a dar continuidade ao processo legal em seu nome após sua morte. Sua família acredita que ele foi assassinado na prisão.

A Rússia nunca especificou a causa da morte. Apenas declarou que ele passou mal enquanto caminhava no pátio da prisão em 16 de fevereiro de 2024. 

O tribunal ordenou que a Rússia pagasse 26.000 euros (cerca de 161.000 reais, na cotação atual) em indenização. 

A Rússia se retirou do Conselho da Europa, do qual o TEDH é membro, após invadir a Ucrânia em fevereiro de 2022, mas o tribunal ainda a considera responsável por violações cometidas antes dessa data. 

De todo modo, o governo russo geralmente ignora as decisões do TEDH, mesmo quando era membro do Conselho da Europa.

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ilp/ekf/ah/phz/erl/mb/aa/jc

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