Internacional

Transição estará na agenda de diplomata dos EUA na Venezuela

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A transição pós-Maduro estará na agenda de trabalho da chefe da missão diplomática dos Estados Unidos na Venezuela, Laura Dogu, que teve nesta segunda-feira (2) o primeiro encontro oficial com a presidente interina, Delcy Rodríguez.

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Dogu chegou no último sábado à Venezuela para retomar as relações, rompidas em 2019 pelo então presidente, Nicolás Maduro, preso nos Estados Unidos, onde é acusado de narcotráfico. Ela lidera a missão americana como encarregada de negócios.

Delcy, por sua vez, nomeou Félix Plasencia como representante diplomático da Venezuela nos Estados Unidos.

"Hoje me reuni com Delcy Rodríguez e Jorge Rodríguez para reiterar as três fases que o @SecRubio [o secretário de Estado Marco Rubio] propôs para a Venezuela: estabilização, recuperação econômica e reconciliação, e transição", publicou Dogu na conta da embaixada americana em Caracas na rede social X.

Segundo o chanceler da Venezuela, Yván Gil, a agenda de trabalho inclui "a abordagem das diferenças, das controvérsias históricas entre o governo dos Estados Unidos e a Venezuela".

"Revisamos a agenda comum, principalmente os temas energéticos, comerciais, políticos", disse o chanceler, após o encontro.

- 'Encontrar um caminho' -

Delcy cedeu o controle do petróleo aos Estados Unidos, uma exigência de Trump, além de promover uma reforma da lei de hidrocarbonetos que flexibiliza os controles e abre as portas para os investimentos privados na Venezuela.

Com a chegada de Dogu a Caracas, Gil disse que espera "encontrar um caminho" para as relações entre os dois países. "Muito em breve, teremos nosso representante diplomático, Félix Plasencia, em Washington, para acelerar o trabalho diplomático, o trabalho político e o trabalho de desenvolver essa agenda comum", acrescentou.

Em paralelo, o governo interino organizou uma vigília para exigir a libertação de Nicolás Maduro, um mês após sua prisão. 

Pouco mais de 100 apoiadores do chavismo se manifestaram no centro de Caracas contra a incursão militar, embora aprovem a reaproximação diplomática com os Estados Unidos. 

"Não se resolve nada com bombas. As coisas e os negócios se resolvem diplomaticamente. Se querem petróleo, que comprem. Se querem minerais, que comprem", disse Jesús Ospino, um aposentado de 63 anos, à AFP durante a manifestação noturna.

Dias atrás, foi anunciada uma anistia geral e o fechamento da prisão do Helicoide, denunciado como um centro de tortura.

A presidente interina destituiu comandantes militares e ministros, entre eles o empresário colombiano Álex Saab, que esteve preso nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro, acusado de ser um suposto laranja de Maduro.

Delcy nomeou hoje como ministra do Turismo a filha do ministro do Interior, Diosdado Cabello, rosto da ala mais radical do chavismo.

A principal líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, disse hoje que está disposta a se reunir com Delcy. "Se for necessário algum encontro para definir o cronograma de uma transição, isso será feito", indicou, em uma videoconferência com veículos de comunicação da Colômbia.

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mbj/jt/ad/cr/lb/rpr

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