Maioria parlamentar do Iraque reitera apoio a Maliki apesar das ameaças de Trump
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A principal aliança xiita do Iraque, que detém a maioria no Parlamento, reiterou neste sábado (31) seu apoio para que Nuri al Maliki volte a ser primeiro-ministro, apesar das ameaças dos Estados Unidos de encerrar seu apoio a Bagdá caso essa possibilidade se concretize.
Os Estados Unidos exerceram uma influência significativa na política iraquiana desde que lideraram a invasão de 2003 que derrubou o antigo governante Saddam Hussein, mas mantêm um forte embate com o Irã, o outro principal aliado de Bagdá.
Maliki é o único primeiro-ministro iraquiano a ter cumprido dois mandatos, tendo chefiado o governo entre 2006 e 2014.
Ele contou com o apoio da então ocupação americana, mas mais tarde entrou em conflito com Washington devido a seus crescentes vínculos com o Irã.
Maliki já havia recebido na semana passada o apoio do Marco de Coordenação, uma coalizão de grupos xiitas ligados ao Irã que governa o país.
Dias após esse anúncio, o presidente americano, Donald Trump, disse que Maliki era uma "péssima escolha" e que, se fosse eleito, Washington "não ajudaria mais o Iraque".
No sábado, o Marco de Coordenação afirmou que "reitera seu apoio ao seu candidato".
"A escolha do primeiro-ministro é uma questão constitucional exclusivamente iraquiana... livre de ingerências estrangeiras", declarou.
Acrescentou que se compromete a manter "relações equilibradas com a comunidade internacional, especialmente com as principais potências mundiais, baseadas no respeito mútuo e na não ingerência nos assuntos internos".
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