Internacional

Poluentes eternos vão custar muito caro à Europa, demonstra estudo

Publicidade
Carregando...

Os poluentes eternos (PFAS), substâncias químicas extremamente persistentes e onipresentes em muitos produtos usados no cotidiano, poderiam custar à União Europeia cerca de US$ 2 trilhões (R$ 10 trilhões) até 2050, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (29).

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

"Este estudo ressalta a urgência de agir", afirmou a comissária europeia encarregada do Meio Ambiente, Jessika Roswall. "Os consumidores estão preocupados e com razão", acrescentou.

Encomendado pela Comissão Europeia, o relatório estabelece quatro cenários em função do alcance das medidas que Bruxelas decidir adotar contra os PFAS, com custos que poderiam ir de US$ 395 bilhões (R$ 2 trilhões) a US$ 2 trilhões até 2050.

O cenário mais custoso inclui uma descontaminação ampla dos solos e o tratamento das águas residuais para garantir que a União Europeia cumpra com elevadas normas ambientais na água para aproximadamente vinte PFAS.

O cenário de US$ 395 bilhões corresponde à suspensão total da produção e do uso dos PFAS, mas sem o tratamento adicional da água potável, nem da residual.

O estudo estima, por fim, um custo de US$ 527 bilhões (R$ 2,7 trilhões) se a União Europeia não fizer nada além do que faz hoje. Neste caso, seriam os custos sanitários os que disparariam, particularmente para as populações de risco: crianças, pessoas que moram perto de locais contaminados por estes "poluentes eternos" e trabalhadores expostos na indústria.

Os autores do estudo admitem que provavelmente subestimaram em grande medida os custos sanitários, ao limitar a análise a apenas quatro PFAS (PFOA, PFOS, PFHxS e PFNA).

Cosméticos, utensílios de cozinha, embalagens... Os PFAS estão por toda parte. São usados por suas propriedades antiaderentes, impermeabilizantes ou por sua resistência ao calor.

Estas substâncias químicas perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas demoram muito tempo para se decompor, daí serem chamadas de "poluentes eternos".

Podem ter efeitos prejudiciais à saúde, como o aumento do colesterol, estar vinculadas a alguns tipos de câncer e interferir na fertilidade e no desenvolvimento fetal.

O relatório, elaborado por consultorias e publicado nesta quinta-feira, deve ajudar a União Europeia a preparar uma futura lei sobre os PFAS.

Das caixas de pizza às roupas, a Comissão Europeia quer proibir os poluentes eternos em produtos de consumo frequente, com exceções para setores estratégicos, como o médico.

Mas sua proposta legislativa não deve sair antes do fim deste ano, no mínimo, com muita incerteza sobre as isenções das quais certas indústrias poderiam se beneficiar.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

adc/jca/yk/mab/erl/mvv/am

Tópicos relacionados:

economia meio-ambiente ue

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay