Internacional

Japão ainda está longe de alcançar a paridade de gênero nas eleições legislativas

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A proporção de mulheres candidatas nas eleições legislativas do Japão de 8 de fevereiro aumentou muito pouco, apesar de Sanae Takaichi ter se tornado a primeira mulher a chefiar o governo do país no ano passado, informou a mídia local nesta quarta-feira (28). 

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Takaichi assumiu o cargo em outubro, mas nomeou um governo predominantemente masculino, apesar de sua promessa de promover a paridade de gênero. 

Segundo o jornal Asahi Shimbun e outros veículos de comunicação, 24% dos 1.285 candidatos à Câmara Baixa são mulheres, um recorde, mas apenas 1% a mais do que nas eleições legislativas anteriores. 

Em 2020, o governo estabeleceu a meta de que 35% dos candidatos à Câmara Baixa — a casa mais poderosa do Parlamento — seriam mulheres até 2025. 

"A posse da primeira-ministra Takaichi não parece ter desencadeado um movimento forte dentro do Partido Liberal Democrático (PLD, no poder) para aumentar significativamente o número de candidatas", disse Yuki Tsuji, professora da Universidade Tokai e cientista política, à AFP.

Segundo a agência de notícias Jiji Press, a proporção de candidatas mulheres no PLD é de cerca de 12,8%, uma queda de mais de três pontos percentuais em comparação com a última eleição. 

A presença de mulheres ou candidatos que representam a diversidade também é escassa em alguns partidos da oposição, destaca Tsuji. 

A especialista atribui isso, em parte, à dissolução inesperada da Câmara Baixa na semana passada, que "deixou pouco tempo para nomear candidatos". 

O partido com a maior proporção de mulheres é o Sanseito, pequena formação ultranacionalista em plena ascensão, que conta com 82 mulheres entre seus 190 candidatos, ou seja, cerca de 43%. 

Apesar de sua promessa de alcançar níveis de representatividade "ao estilo nórdico" em seu governo, Takaichi nomeou apenas duas mulheres para um gabinete de 19 membros.

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kh/aph/ane/ep/am/mab/aa/fp

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