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Trump alerta para 'coisas ruins' se republicanos perderem eleições de meio de mandato

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O presidente Donald Trump advertiu nesta terça-feira (27) que "coisas muito ruins" podem acontecer se os republicanos perderem as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, no início de um intenso giro sob a sombra dos protestos em Minneapolis e a preocupação dos eleitores sobre a economia.

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Em um comício em Iowa, uma das primeiras paradas na campanha para as primárias, Trump disse que seu partido deve ganhar no Senado e na Câmara dos Representantes em novembro, apesar de seus baixos índices de aprovação.

"Estou aqui porque amo Iowa, mas estou aqui porque estamos começando a campanha para vencer as eleições de meio de mandato. É preciso vencê-las", disse o presidente em discurso.

O pleito de meio de mandato, conhecido como 'midterms', renova um terço do Senado e toda a Câmara dos Representantes.

"Se perdermos as eleições de meio de mandato, vocês perderão muitas das coisas das quais estamos falando [...] muitas das reduções fiscais das quais estamos falando... e isso levaria a coisas muito ruins", acrescentou o republicano.

Mas o discurso de Trump com foco na economia ficou, em grande medida, eclipsado pelos protestos no estado vizinho de Minnesota, onde duas pessoas morreram baleadas por agentes federais nas últimas semanas, durante batidas anti-imigração na cidade de Minneapolis.

Trump disse antes à Fox News que vai "desescalar um pouco" a situação depois que agentes atiraram contra Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos, no fim de semana. Em seu discurso, evitou, em grande medida, falar sobre o tema.

A Casa Branca informou que o presidente realizará viagens semanais por todo o país com vistas às eleições, nas quais, historicamente, os eleitores costumam castigar os presidentes da vez.

A equipe de Trump tem se concentrado cada vez mais na economia depois que as pesquisas mostraram uma crescente indignação pelo custo de vida elevado, um ano depois do retorno ao poder do magnata do setor imobiliário.

A confiança dos consumidores despencou em janeiro até seu nível mais baixo em mais de dez anos, pressionada pelo custo de vida, segundo dados publicados nesta terça. 

Em seu discurso em Iowa, o presidente de 79 anos voltou a se referir a uma "Era de Ouro" nos Estados Unidos e insistiu em que os preços estavam caindo para a maioria dos bens de consumo. Mas admitiu que pode ser difícil convencer os eleitores no pleito legislativo de novembro. 

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dk/md/cr/mel/rpr

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