Internacional

Violência em Minnesota 'trai nossos valores mais fundamentais', diz Joe Biden

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O ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden condenou, nesta terça-feira (27), a violência de agentes federais que mataram a tiros dois ativistas durante protestos na cidade de Minneapolis contra a presença da polícia de imigração.

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"O que ocorreu em Minneapolis neste último mês trai nossos valores mais fundamentais como americanos. Não somos uma nação que mata a tiros seus cidadãos na rua", publicou nas redes sociais o ex-presidente democrata (2021-2025).

"A violência e o terror não têm lugar nos Estados Unidos da América, especialmente quando é o nosso próprio governo que aponta armas contra cidadãos americanos", acrescentou o veterano democrata.

"Ninguém pode destruir o que os Estados Unidos representam e em que acreditam, nem mesmo um presidente, se nós - toda a América - nos levantarmos e levantarmos a voz", acrescentou na mensagem.

A morte de Renee Good em 7 de janeiro e a de Alex Pretti no sábado passado provocaram indignação em Minneapolis, uma cidade santuário para imigrantes sem documentos.

Agentes federais que realizam operações contra imigrantes em situação irregular são seguidos, filmados e às vezes hostilizados por ativistas, sem intervenção da polícia local.

O governador do estado de Minnesota e o prefeito de Minneapolis, ambos democratas, manifestaram oposição total ao envio federal, inclusive perante a Justiça estadual.

O presidente Donald Trump fez do combate à imigração irregular um de seus pilares, o que é criticado pela oposição democrata, que considera excessivo o uso da força.

"A Justiça exige investigações completas, imparciais e transparentes sobre as mortes dos dois americanos que perderam a vida na cidade que chamavam de lar", pediu Biden.

Trump acusa seu antecessor democrata de ter permitido a entrada no país de milhões de imigrantes sem documentos durante seu mandato.

Segundo dados do Pew Center, um centro de estudos migratórios, entre 2021 e 2024 mais de um milhão de pessoas da América Latina entraram anualmente no país, de forma regular e irregular.

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bur-jz/mar/lm/aa

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