UE se prepara para impor sanções aos líderes da Guarda Revolucionária do Irã
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A União Europeia se prepara para sancionar altos líderes da Guarda Revolucionária do Irã, o exército ideológico da República Islâmica, após a repressão sangrenta à onda de protestos, informaram fontes diplomáticas.
Vinte e uma entidades e indivíduos, incluindo oficiais de alta patente da Guarda, estarão sujeitos a sanções, que incluem a proibição de entrada na UE e o congelamento de bens dentro da União Europeia.
Sanções também serão decididas contra uma dúzia de indivíduos e entidades no Irã, acusados de auxiliar a Rússia em sua guerra contra a Ucrânia, fornecendo drones e mísseis, indicaram diplomatas em Bruxelas.
As sanções ainda precisam ser formalmente aprovadas pelos Estados-membros da UE em uma reunião de seus ministros das Relações Exteriores na quinta-feira, segundo a mesma fonte.
A Itália propôs esta semana a inclusão da Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações terroristas, mas, devido à falta de unanimidade entre os 27, é improvável que os ministros decidam sobre o assunto na quinta-feira.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), braço ideológico do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, é uma força armada altamente organizada, acusada pelas potências ocidentais de orquestrar e participar da repressão ao vasto movimento de protestos no Irã.
Uma ONG de direitos humanos afirmou nesta terça-feira ter confirmado a morte de mais de 6.000 pessoas nas manifestações que ocorreram no Irã no início deste mês e disse estar investigando outras 17.000 possíveis mortes.
O CGRI está sujeito a sanções da União Europeia desde 2021 por violações de direitos humanos no Irã.
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