Itália pede que UE inclua Guarda Revolucionária do Irã em lista de 'organizações terroristas'
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O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, instou nesta segunda-feira (26) a União Europeia (UE) a incluir a Guarda Revolucionária do Irã na lista de "organizações terroristas" após a repressão mortal aos protestos.
Tajani, cujo país é um dos membros fundadores da União Europeia, disse que proporá a ideia "em coordenação com outros parceiros" em uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE que será realizada na quinta-feira, em Bruxelas.
"As perdas sofridas pela população civil durante os protestos exigem uma resposta clara", escreveu na rede social X. Ele também pediu que a UE imponha sanções individuais aos responsáveis.
A organização de direitos humanos com sede nos Estados Unidos Human Rights Activists News Agency (HRANA) afirmou nesta segunda-feira que confirmou a morte de quase 6 mil pessoas durante os protestos.
A UE já sancionou centenas de autoridades iranianas pela repressão a movimentos de protesto anteriores e pelo apoio de Teerã à guerra da Rússia contra a Ucrânia.
O bloco também proibiu a exportação ao Irã de uma série de componentes que poderiam ser usados na fabricação de drones e mísseis no país.
Na semana passada, a presidente da UE, Ursula von der Leyen, anunciou planos para proibir novas exportações de tecnologias críticas para drones e mísseis.
Um funcionário da UE confirmou na sexta-feira que a proposta de designar a Guarda Revolucionária do Irã como "organização terrorista" estava sobre a mesa para a reunião desta semana, mas destacou que é necessária unanimidade para a aprovação.
Os Estados Unidos designaram a Guarda Revolucionária como "organização terrorista" em 2019.
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