Petróleo sobe com tensões entre EUA e Irã
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As cotações do petróleo subiram nesta sexta-feira (23) depois que Donald Trump afirmou ontem que uma frota da Marinha americana estava a caminho do Golfo para seguir pressionando o Irã, o que desperta temores em relação ao abastecimento de petróleo.
"O mercado [de petróleo] se recuperou [...] já que a situação iraniana está de novo nas manchetes", disse à AFP Robert Yawger, da Mizuho USA.
O presidente americano ameaçou, em várias ocasiões, atacar o Irã em resposta à repressão aos protestos recentes contra o governo de Teerã.
"Temos muitos barcos indo nessa direção, caso seja preciso", disse Trump na quinta-feira a jornalistas a bordo do Air Force One.
Suas novas declarações "reacenderam as preocupações sobre os riscos relacionados ao abastecimento em um importante produtor" de petróleo, resumiu Matt Britzman, analista da Hargreaves Lansdown.
"Falamos de uma produção de aproximadamente 3,3 milhões de barris por dia" no Irã, enfatiza Yawger.
Dado que a República Islâmica é um dos dez maiores produtores mundiais de petróleo, os operadores do mercado estão nervosos.
Uma intervenção militar elevaria o risco para o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde circula aproximadamente 20% da produção mundial.
O preço de barril de tipo Brent, negociado em Londres para entrega em março, subiu 2,84%, para 65,88 dólares. Seu equivalente no mercado americano, o barril de tipo West Texas Intermediate (WTI), cujos contratos também vencem em março, avançou 2,88%, para 61,07 dólares.
Em paralelo, o preço do gás natural continua atingindo picos "pela onda de frio esperada" nos Estados Unidos, disse Robert Yawger.
"Não apenas a demanda será incrivelmente alta [...] mas a produção americana também corre o risco de ser paralisada" por causa do frio, explicou na quinta-feira à AFP Eli Rubin, do EBW Analytics Group.
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