Ex-atleta olímpico canadense é preso no México e acusado por narcotráfico nos EUA
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O canadense Ryan Wedding, ex-atleta olímpico de snowboard, acusado pelos Estados Unidos ter se tornado um chefe do narcotráfico, foi preso no México e entregue ao FBI, informaram autoridades de ambos os países nesta sexta-feira(23).
Wedding, de 44 anos, figurava na lista dos "dez foragidos mais procurados" do FBI, que o apontava por dirigir operações de tráfico de cocaína da Colômbia para o Canadá, através do México, como membro do cartel de Sinaloa.
O ex-atleta foi entregue à Embaixada dos Estados Unidos, segundo o secretário de Segurança mexicano, Omar García Harfuch, na rede social X. A entrega ocorreu após uma reunião entre Harfuch e o diretor do FBI, Kash Patel na quinta-feira no México.
"O diretor do FBI partiu hoje rumo aos Estados Unidos levando consigo" Wedding, explicou o secretário mexicano na rede social X.
"Acredita-se que Wedding estivesse escondido no México por mais de uma década e era procurado desde 2024 por acusações de tráfico de cocaína e assassinato", acrescentou o diretor do FBI também no X.
Os Estado Unidos ofereciam uma recompensa de 15 milhões de dólares (79,3 milhões de reais) por informações que levassem à sua captura.
Junto com o canadense, também foi entregue ao FBI "uma pessoa que não é americana" e que está na lista dos 10 mais procurados do FBI, afirmou Harfuch, sem maiores detalhes.
Patel, descreveu Wedding em uma recente coletiva de imprensa como "uma versão moderna de Pablo Escobar", o famoso narcotraficante colombiano que morreu em 1993.
Sete pessoas supostamente ligadas à operação de tráfico de cocaína de Wedding foram presas no Canadá em novembro, entre elas seu advogado, e os Estados Unidos solicitaram sua extradição.
Wedding competiu pelo Canadá nos Jogos Olímpicos de Salt Lake City em 2002, quando terminou em 24º no slalom gigante paralelo.
Wedding, também conhecido como "El Jefe", "Giant" e "Public Enemy", é acusado de enviar centenas de milhões de dólares em cocaína da Colômbia, passando pelo México, para os Estados Unidos e o Canadá.
Além disso, seria o responsável pela morte, em janeiro de 2025, na cidade colombiana de Medellín, de um homem que iria prestar depoimento contra ele, segundo as autoridades americanas.
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