Casares renuncia à presidência do São Paulo após abertura de processo de impeachment
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O presidente do São Paulo, Júlio Casares, anunciou sua renúncia nesta quarta-feira (21), antes da votação dos sócios do clube para ratificar sua destituição do cargo por alegações de desvio de verbas.
Na última sexta-feira, o Conselho Deliberativo do São Paulo, órgão que fiscaliza a gestão do clube, aprovou o processo de impeachment contra Casares. Sua destituição do cargo seria confirmada por meio de votação dos sócios em assembleia geral.
"Minha renúncia não representa confissão, reconhecimento de culpa ou validação das acusações que me foram dirigidas", disse Casares, de 64 anos, em uma carta que publicou em sua conta do Instagram.
A polícia está investigando saques realizados nas contas do clube entre 2021 e 2025, informou à AFP a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo.
Um total de 11 milhões de reais teria sido sacado, segundo divulgado pela imprensa.
Casares alega que renuncia "pela necessidade de preservar" sua saúde e, sobretudo, "proteger" sua família "de ataques e ameaças gravíssimas".
Ele já havia sido afastado da presidência de forma imediata por meio de um processo de impeachment, e Harry Massis, primeiro vice-presidente do clube, assumiu o cargo interinamente até que novas eleições fossem realizadas.
Casares foi eleito presidente do São Paulo em 2020 e reeleito em 2023. Seu mandato estava previsto para terminar no final deste ano.
O clube se prepara para o jogo de estreia do Campeonato Brasileiro de 2026 contra o atual campeão Flamengo, no dia 28 de janeiro. Sob o comando do técnico argentino Hernán Crespo, o São Paulo também disputará a Copa Sul-Americana, após terminar em oitavo lugar no Brasileirão na temporada passada.
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