Brasil buscará 'acelerar' ratificação do acordo UE-Mercosul após freio na Eurocâmara
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O governo brasileiro afirmou nesta quarta-feira (21) que continuará trabalhando para "acelerar" a ratificação do acordo firmado entre a União Europeia e o Mercosul, depois que o Parlamento Europeu encaminhou o texto à Justiça comunitária.
A medida da Eurocâmara, poucos dias após a assinatura desse acordo entre os 27 Estados-membros da UE e Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, pode frear a criação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo.
"O governo brasileiro confere toda a prioridade à ratificação do Acordo Mercosul-UE e seguirá trabalhando para acelerar seus trâmites internos de aprovação", disse o Itamaraty à AFP.
O Ministério das Relações Exteriores acrescentou que busca garantir que "todas as condições para sua plena entrada em vigor estejam satisfeitas com a máxima celeridade possível".
Assinado no sábado, no Paraguai, o acordo comercial precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu.
Embora a decisão da Eurocâmara atrase esse processo, a Comissão Europeia, o braço executivo da UE, pode decidir implementá-lo de forma provisória e parcial.
O acordo, que vinha sendo negociado desde 1999 entre a UE e o bloco sul-americano, cria um mercado que representa 30% do PIB mundial e abrange mais de 700 milhões de consumidores.
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