Meta critica represálias da UE a empresas de tecnologia americanas devido à questão da Groenlândia
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Um executivo da Meta alertou, nesta quarta-feira (21), que seria "autodestrutivo" para a União Europeia visar empresas de tecnologia americanas em retaliação à ameaça de Washington de impor tarifas a países que se opõem à anexação da Groenlândia.
"Acho que seria especialmente autodestrutivo para a Europa visar empresas de tecnologia", disse Joel Kaplan, diretor de assuntos globais da Meta, à margem do Fórum Econômico Mundial em Davos.
No fórum, espera-se que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insista que seu país assuma o controle da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.
O alerta de Kaplan surge em um momento em que os países da UE discutem como responder à ameaça de tarifas ou a uma tentativa dos EUA de tomar a Groenlândia à força.
As empresas de tecnologia americanas têm posição dominante em diversos mercados europeus, incluindo telefonia móvel, redes sociais e serviços na nuvem. Por esse motivo, alguns países europeus consideram restringir o acesso dessas gigantes ao mercado do bloco.
"Milhões de pequenas empresas dependem dos nossos serviços para alcançar clientes, expandir seus negócios e criar empregos na Europa. (...) Isso só levará a uma espiral ainda maior de retaliação, que será prejudicial para todos", disse Kaplan.
No entanto, ele admitiu que "os governos europeus terão que tomar suas próprias decisões com base no que considerarem melhor para o povo e a economia europeia".
Nesta quarta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, instou os europeus a evitarem a "raiva reflexiva" e a se reunirem com Trump em Davos para ouvir seus argumentos sobre a aquisição da Groenlândia.
Enquanto isso, as autoridades europeias começaram a explorar a possibilidade de acionar o mecanismo "anticoerção" da UE, a arma comercial mais poderosa do bloco, às vezes chamada de "opção nuclear" ou "bazuca".
Isso poderia envolver tarifas sobre produtos americanos, restrições à exportação de bens estratégicos e a exclusão de empresas americanas de licitações na Europa.
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