Internacional

Presidente de Uganda garante sétimo mandato em clima de intimidação

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Yoweri Museveni, presidente de Uganda desde 1986 e com 81 anos de idade, foi eleito sem surpresas, neste sábado (17), para um sétimo mandato à frente do país africano após ter sido proclamado vencedor das presidenciais, realizadas em meio a um clima de intimidação, segundo a ONU. 

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Museveni, um ex-guerrilheiro, prolonga com este sétimo mandato consecutivo quatro décadas no poder, graças ao controle total do aparato eleitoral e de segurança.

Seu principal rival era o ex-cantor Bobi Wine, de 43 anos, pseudônimo de Robert Kyagulanyi, autodenominado "presidente do gueto", em homenagem ao bairro pobre de Kampala onde cresceu. 

Segundo os resultados finais anunciados pelo presidente da comissão eleitoral, Simon Mugenyi Byabakama, Museveni obteve 71,65% dos votos, contra 24,72% de Bobi Wine.

Desde a sexta-feira circulam informações contraditórias sobre o opositor, depois de seu partido ter anunciado que a polícia e o exército invadiram sua residência.

Em um comunicado publicado no X neste sábado, Wine disse que conseguiu "escapar" das forças de segurança, embora sua esposa e outros familiares, afirmou, "continuem em prisão domiciliar". A AFP não conseguiu acessar a residência do político na manhã deste sábado. 

Ele também rejeitou os resultados eleitorais, afirmando que são fraudulentos em um vídeo publicado minutos antes do anúncio da comissão eleitoral, e incentivou protestos.

A polícia disse que Bobi Wine estava em sua casa e negou estar impedindo o acesso ao líder da oposição. 

A votação presidencial de quinta-feira foi realizada em um clima "marcado pela repressão e uma intimidação generalizada", denunciou a ONU. 

Antes do pleito, as autoridades haviam cortado a internet, que continuava sem funcionar neste sábado.

Segundo a Anistia Internacional, pelo menos 400 apoiadores de Wine foram detidos durante a campanha. 

Muwanga Kivumbi, um deputado da Plataforma de Unidade Nacional (NUP, na sigla em inglês), partido do líder opositor, afirmou à AFP que o exército matou 10 apoiadores em sua residência no distrito de Butambala, no centro do país, na madrugada de sexta-feira. 

A polícia ugandesa declarou que sete pessoas perderam a vida por "terem atacado" o centro local de apuração de votos e as forças de segurança.

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bur-jcp/avl/yr/mvv

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