Internacional

Príncipe Harry deve testemunhar em Londres na próxima semana em caso contra tabloide

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O príncipe Harry deve prestar seu depoimento na próxima semana perante um tribunal britânico, no julgamento por seu último processo pendente contra editores de jornais, segundo um esboço do calendário divulgado nesta quinta-feira (15).

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Harry e outras seis pessoas, incluindo o cantor Elton John, apresentaram uma ação contra a Associated Newspapers Ltd (ANL), editora dos tabloides Daily Mail e The Mail on Sunday, por supostas violações de privacidade.

O julgamento, que tem duração estimada de nove semanas, começa na segunda-feira no Tribunal Superior de Londres.

O príncipe, de 41 anos, deverá testemunhar na quinta-feira, segundo o calendário preliminar divulgado pelos advogados.

A atriz Elizabeth Hurley prestará seu depoimento na semana seguinte, seguida de Elton John no início de fevereiro.

Harry não costuma viajar ao Reino Unido desde que deixou suas funções reais em 2020 e se mudou para a Califórnia com a esposa, Meghan Markle, onde vivem com os dois filhos.

Durante sua última visita em setembro, se reuniu com o pai, o rei Charles III, em uma tentativa de retomar o contato com a família. Mas, segundo a imprensa britânica, desta vez ele não pretende ver o pai.

Harry iniciou várias batalhas judiciais contra os tabloides britânicos por acusações de invasão de privacidade, incluindo telefones hackeados.

Em 2023, tornou-se o primeiro membro da realeza britânica a depor em um tribunal em mais de um século, ao testemunhar como parte de um processo contra o Mirror Group Newspapers (MGN).

O Tribunal Superior determinou que ele teve seu telefone hackeado por jornalistas que trabalhavam para este grupo e estabeleceu uma indenização de 140.600 libras (cerca de um milhão de reais, na cotação atual) por danos e prejuízos.

Em janeiro de 2025, Harry chegou a um acordo financeiro com o editor Rupert Murdoch.

O News Group Newspapers (NGN) de Murdoch apresentou desculpas a ele "pela espionagem telefônica, a vigilância e o uso indevido de informações privadas por parte de jornalistas e investigadores privados" instruídos pelo grupo, indicou o advogado do príncipe, detalhando que ele receberá "uma compensação substancial" do grupo. 

No caso contra a ANL, Harry e os demais denunciantes acusam os jornais do grupo de atos ilícitos como a interceptação de chamadas telefônicas e falsificação de identidade para obter informações médicas, acusações que o grupo nega.

Os advogados dos demandantes indicaram que os supostos atos ilegais ocorreram entre 1993 e 2011, embora alguns tenham se estendido até 2018.

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jj-psr/jvb/yr/am

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