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Irã nega que manifestante Erfan Soltani será executado

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Erfan Soltani, detido durante os recentes protestos no Irã e que, segundo várias ONGs e o governo dos Estados Unidos, enfrentava uma execução iminente, não foi condenado à pena capital nem está sujeito a ela, informou o Poder Judiciário nesta quinta-feira(15). 

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A República Islâmica é palco de manifestações que começaram devido ao aumento do custo de vida, mas se ampliaram em um movimento contra o regime teocrático que governa o país desde a revolução de 1979. 

Grupos de direitos humanos denunciaram que as autoridades iranianas vêm conduzindo a repressão mais severa em anos no país, aproveitando um corte de internet de mais de cinco dias. 

Soltani está preso em Karaj, perto de Teerã, sob acusações de propaganda contra o regime islâmico iraniano e de agir contra a segurança nacional, informou o órgão judiciário em comunicado divulgado pela televisão estatal. 

O jovem “não foi condenado à morte” e, em caso de condenação, “a punição, de acordo com a lei, será uma pena de prisão, pois a pena de morte não se aplica a tais acusações”, afirma o texto. 

Tanto a Anistia Internacional quanto o Departamento de Estado americano haviam declarado dispor de informações sobre o que seria a primeira execução de um manifestante e disseram que se tratava de Soltani. 

O grupo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, informou que a execução por enforcamento do jovem estava marcada para quarta-feira, mas acabou sendo adiada. 

Segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), também sediada na Noruega, as forças de segurança iranianas mataram, durante os recentes protestos, pelo menos 3.428 manifestantes e prenderam mais de 10.000 pessoas, embora o balanço real provavelmente seja muito maior. 

O Poder Judiciário do Irã havia anunciado na quarta-feira que implementaria julgamentos “rápidos” para os detidos nas mobilizações contra o regime.

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sjw/avl/sag/arm/jc

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