UE autoriza Ucrânia a destinar € 60 bilhões de empréstimo para gastos militares
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A Ucrânia poderá gastar 60 bilhões de euros (R$ 376 bilhões, na cotação atual), dos 90 bilhões de euros (R$ 564 bilhões) emprestados pela União Europeia, para reforçar suas capacidades militares em 2026 e 2027, indicou nesta quarta-feira (14) a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Além disso, será dada prioridade aos países europeus para fornecer o armamento necessário à Ucrânia durante esse período, no âmbito deste financiamento decidido em dezembro, acrescentou.
"Com 60 bilhões de euros de ajuda militar, a Ucrânia pode resistir à Rússia e, ao mesmo tempo, integrar-se mais estreitamente na base industrial de defesa europeia", assegurou a dirigente alemã.
Se as indústrias europeias não estiverem em condições de responder a uma necessidade específica de Kiev, será possível, "em determinadas ocasiões", adquirir este armamento fora da Europa, prosseguiu Von der Leyen.
A presidente da Comissão Europeia também explicou que estas verbas devem ter "um retorno do investimento, criando emprego e desenvolvendo a investigação e o desenvolvimento de que precisamos. Para nós, trata-se de muito dinheiro. São milhares e milhares de milhões investidos".
Vários países da UE insistiram em que tais fundos sejam destinados prioritariamente à indústria europeia de defesa, condição questionada pela Ucrânia ou por outros países europeus, preocupados com a eficácia no momento em que os Estados Unidos cobrem grande parte das necessidades militares ucranianas.
Esta preferência europeia é suficientemente flexível para não excluir o financiamento de compras de equipamento aos Estados Unidos, o único que, até o momento, consegue responder a determinadas necessidades do exército ucraniano, sobretudo em defesa antiaérea, assegurou um responsável europeu sob condição de anonimato.
Os 30 bilhões restantes do empréstimo europeu serão utilizados por Kiev para necessidades orçamentais, sob condições de reformas ligadas ao reforço do Estado de direito ou ao combate à corrupção, detalhou a Comissão Europeia.
Os dirigentes da UE decidiram em dezembro conceder um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia para financiar o seu orçamento e o seu exército em 2026 e 2027.
Os primeiros desembolsos deverão ocorrer a partir de abril, segundo Von der Leyen.
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