Petroleira estatal da Venezuela apela da venda forçada de sua filial nos EUA
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A diretoria da estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) nos Estados Unidos, nomeada pela oposição, informou, nesta terça-feira (13), que apelou da venda da filial Citgo por "graves conflitos de interesse" em um processo de leilão neste país.
A Citgo, sua filial americana, está sob controle de uma diretoria nomeada pela oposição, depois que o governo americano o entregou em 2019, após não reconhecer o governo do presidente Nicolás Maduro, agora deposto.
Em meio a um processo de leilão em benefício de seus credores, que ainda precisa da autorização do governo americano, a diretoria solicitou "a anulação da ordem de venda judicial" da Citgo devido a "graves conflitos de interesse (...) em detrimento do valor econômico do ativo".
A Citgo enfrenta uma inadimplência que passa de 20 bilhões de dólares (R$ 107,5 bilhões, na cotação atual), devido às expropriações do presidente falecido Hugo Chávez (1999-2013) e à dívida emitida durante o governo de Maduro, seu sucessor.
O juiz Leonard Stark, de Delaware, autorizou o leilão em várias ocasiões. A última, no fim do ano passado, quando o outorgou a uma filial da gestora de fundos Elliott Investment Management.
Em dezembro, Delcy Rodríguez, então vice-presidente de Maduro, não reconheceu o leilão da filial. "A Venezuela não reconhece, nem reconhecerá a venda da Citgo", disse.
A Citgo tem valor estimado em aproximadamente 10 bilhões de dólares (R$ 53,7 bilhões), de acordo com representantes da oposição.
Segundo um comunicado, a junta ad hoc recorreu a uma corte de apelações em 8 de janeiro e assegurou que continuará fazendo a defesa dos ativos da companhia.
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