Internacional

Absolvido policial que deixou manifestante cego em protestos de 2019 no Chile

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A justiça chilena absolveu, nesta terça-feira (13), o policial das forças especiais que atirou em Gustavo Gatica, deixando-o cego. O jovem, então com 21 anos, foi uma das vítimas mais emblemáticas do 'estallido', como ficou conhecida a série de protestos que levaram multidões às ruas do Chile em 2019.

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Gatica foi ferido nos dois olhos por balas de borracha durante uma manifestação nos arredores da praça Itália, em Santiago, na tarde de 8 de novembro de 2019.

A polícia chilena foi duramente questionada por organizações de defesa dos direitos humanos pelo uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha para repelir os manifestantes, que reivindicavam mais justiça social em atos se estenderam de outubro de 2019 a março de 2020.

Os protestos deixaram 30 mortos e milhares de feridos e detidos. Mais de 400 pessoas sofreram o impacto de projéteis no rosto e ficaram com lesões oculares, segundo boletins oficiais.

Nesta terça-feira, o Quarto Tribunal Oral Penal de Santiago emitiu um longo veredicto sobre o caso de Claudio Crespo, ex-tenente-coronel dos Carabineiros (força policial), acusado de coações ilegítimas que resultaram em ferimentos graves.

Depois de quase três horas da leitura da sentença, a juíza Cristina Cabello declarou a absolvição de Crespo.

"A conduta do acusado, que resultou nas lesões sofridas pelo ofendido (...) constitui o exercício legítimo do direito de defesa ante uma agressão ilegítima potencialmente letal", afirmou a magistrada.

No entanto, a corte atestou que foi o ex-tenente Crespo quem atirou em Gatica.

Presente na audiência, Gatica lamentou a decisão do tribunal e anunciou que vai apelar da sentença.

No entanto, ele assegurou que o tranquiliza que no julgamento se tenha atestado que Claudio Crespo foi o autor dos disparos que o deixaram cego.

"Não queria morrer sem saber quem foi a pessoa que atirou em mim", disse a jornalistas Gatica, que em dezembro foi eleito deputado do Congresso chileno.

Já Crespo comemorou o veredicto.

"Não pode ser que neste país a Promotoria tenha perseguido os carabineiros", afirmou nos arredores do tribunal. "O único que fizemos no 'estallido' (convulsão social) foi defender os moradores, as vítimas e tentar pôr ordem".

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axl/pa/ad/mvv/yr

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