Uganda bloqueia serviço de internet às vésperas das eleições gerais
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O serviço de internet foi interrompido dois dias antes das eleições presidenciais e legislativas em Uganda, nas quais Yoweri Museveni, presidente há 40 anos, busca se manter no poder, informaram jornalistas da AFP em Kampala.
A Comissão de Comunicações de Uganda solicitou o desligamento da rede, que começou às 18h00 (12h00 no horário de Brasília) e durou por tempo indeterminado, para "mitigar a rápida disseminação de desinformação (...) online, fraude eleitoral e riscos relacionados".
Dois jornalistas da AFP em Kampala perderam o acesso à internet e as chamadas internacionais pararam de ser completadas pouco depois do horário previsto.
A organização de vigilância cibernética Netblocks relatou no X uma "interrupção nacional na conectividade da internet em Uganda".
Uganda já havia bloqueado o serviço de internet durante as eleições presidenciais de 2021, vencidas por Museveni, agora com 81 anos.
O desligamento da internet ocorreu poucas horas após o último comício do presidente Museveni, que reuniu milhares de pessoas nesta terça-feira (13).
Inúmeros repórteres estrangeiros, apesar de possuírem credenciamento do governo, também foram impedidos de acessar a manifestação, e vários foram ameaçados de prisão.
"Sua câmera não é bem-vinda", disse um membro das forças de segurança aos jornalistas após inspecionar suas credenciais e autorizações de imprensa.
As eleições em Uganda ocorrem "em um clima marcado por repressão e intimidação generalizadas", afirmou o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na sexta-feira.
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