Itália aumenta representação diplomática na Venezuela
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O chanceler italiano, Antonio Tajani, anunciou nesta terça-feira (13) que o encarregado da representação diplomática italiana na Venezuela passará a ser embaixador, após anunciar a libertação de quatro italianos no país sul-americano.
Contudo, Tajani ressaltou que o trabalho relativo à libertação de presos políticos ainda não terminou, apesar de todos os que possuem apenas passaporte da Itália terem deixado a prisão, em uma intervenção perante senadores italianos.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, 42 pessoas com com dupla nacionalidade italiana-venezuelana permanecem detidas nas prisões da Venezuela, dos quais 24 são considerados presos políticos.
Tajani prometeu que o governo italiano continuará trabalhando pela sua soltura, "mantendo um diálogo constante com as autoridades venezuelanas".
Acrescentou, ainda, que há "mais de um milhão de pessoas de origem italiana" na Venezuela e 170.000 delas têm dupla nacionalidade.
"Agora que o período [do presidente deposto venezuelano, Nicolás] Maduro, marcado pela repressão e pela violência, ficou para trás, o nosso objetivo é começar uma nova fase, uma parceria positiva com as autoridades lideradas por Delcy Rodríguez", presidente interina da Venezuela, adicionou o chanceler.
Para ele, a libertação de presos políticos é "um sinal forte" enviado pelo novo governo venezuelano.
Caracas anunciou na segunda-feira que 116 presos haviam sido libertados, no âmbito de uma campanha iniciada em 8 de janeiro, incentivada por Washington.
Do total de 800 pessoas que supostamente estavam detidas por motivos políticos, apenas cerca de 50 parecem ter saído da prisão até agora, segundo a última estimativa da Missão Internacional Independente de Apuração dos Fatos sobre a Venezuela, estabelecida pela ONU.
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