Alemanha minimiza importância de ameaça dos EUA de invadir Groenlândia
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O chefe da diplomacia alemã minimizou nesta segunda-feira (12) o risco de um ataque dos Estados Unidos à Groenlândia, depois das reiteradas ameaças do presidente Donald Trump de se apoderar dessa ilha da Dinamarca, um de seus aliados na Otan.
O mandatário americano acentuou a preocupação ao declarar no domingo que tomaria a Groenlândia "de uma forma ou outra" e descartou a possibilidade de um arrendamento afirmando que precisaria de um "título" de propriedade.
Após uma reunião com o secretário de Estado americano Marco Rubio, repórteres perguntaram ao ministro de Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, sobre uma ação militar unilateral de Trump, ao que ele respondeu: "Não tenho indícios de que isto esteja sendo considerado seriamente."
"Pelo contrário, acho que existe um interesse comum em abordar os problemas de segurança que surgem na região ártica", disse Wadephul.
"A Otan está apenas agora em processo de desenvolver planos mais concretos a respeito, e estes serão discutidos conjuntamente com nossos parceiros americanos", acrescentou.
A visita de Wadephul ocorre dias antes das conversas que foram realizadas esta semana em Washington entre Rubio e altos diplomatas de Dinamarca e Groenlândia, um território autônomo dinamarquês.
Após as ameaças de Trump, o governo da Groenlândia disse nesta segunda-feira que não aceitaria uma aquisição dos Estados Unidos sob "nenhuma circunstância".
Trump apontou repetidamente o crescente nível de atividade no Ártico por parte da Rússia e China para justificar por que os Estados Unidos necessitam controlar a Groenlândia.
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