Albert Korir, queniano campeão da Maratona de Nova York de 2021, é suspenso por doping
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O queniano Albert Korir, vencedor da Maratona de Nova York de 2021, foi suspenso provisoriamente nesta segunda-feira (12) após testar positivo para uma substância proibida, em mais um duro golpe para a reputação do programa de atletismo do país africano.
Korir, de 31 anos, testou positivo para a forma sintética da eritropoietina (EPO), que estimula a produção de glóbulos vermelhos, anunciou a Athletics Integrity Unit (AIU).
Ele venceu a Maratona de Nova York em 2021 com o tempo de 2h08m22s e terminou em terceiro lugar em 2023 com seu melhor tempo pessoal de 2h06m57s. Ele também venceu a Maratona de Ottawa, no Canadá, em 2019 e 2025.
A Agência Mundial Antidoping (WADA) afirmou em outubro que o Quênia fez progressos "significativos" na luta contra o doping, mas o país permanece em um período de seis meses de observação enquanto trabalha para melhorar seu sistema de monitoramento.
Naquele mês, Ruth Chepngetich, a atual detentora do recorde mundial da maratona, foi suspensa por três anos após admitir o uso de hidroclorotiazida (HCTZ), um diurético proibido usado como agente mascarador.
A corrida é uma forma de sair da pobreza para muitos no Quênia, o que pressiona alguns atletas a recorrerem ao doping, especialmente porque o país carece de infraestrutura sofisticada para desenvolver corredores de elite.
O Quênia trabalhou para limpar sua imagem após uma série de escândalos de doping em torno dos Jogos Olímpicos do Rio de 2016, que levaram a WADA a declarar o país não conforme com suas normas.
Desde então, mais de 140 corredores quenianos, principalmente de longa distância, foram punidos por violações de doping.
Em junho de 2024, o Quênia impôs sua primeira proibição vitalícia à maratonista Beatrice Toroitich e uma proibição de seis anos ao recordista dos 10 km, Rhonex Kipruto.
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