Secretário de Estado dos EUA recebe presidente eleito de Honduras
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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, recebe, nesta segunda-feira (12), o presidente eleito de Honduras, Nasry Asfura, em meio a uma acirrada disputa política no país centro-americano, cujo governo quer recontar os votos.
O encontro está previsto para as 16h00, no horário local (18h00 no horário de Brasília), segundo a agenda pública divulgada pelo Departamento de Estado.
Asfura, um empresário de 67 anos, foi declarado presidente eleito em 24 de dezembro, após a eleição de 30 de novembro, marcada pela intervenção do presidente Donald Trump e por denúncias de fraude por parte do governo e do candidato conservador Salvador Nasralla, que foi derrotado por menos de um ponto percentual.
A contagem dos votos anunciada pelo governo de Xiomara Castro foi considerada ilegal pela oposição, juristas e pela Organização dos Estados Americanos (OEA).
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou oficialmente Asfura como ganhador.
A presidente de esquerda pediu, no sábado (10), que Trump dialogasse por "uma audiência ou ligação direta" sobre a eleição presidencial.
Castro fez seu pedido depois que o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos alertou que "qualquer tentativa de reverter ilegalmente as eleições de Honduras terá consequências graves".
Durante a campanha eleitoral, Trump havia expressado seu apoio a Asfura, que assumirá o poder em 27 de janeiro.
A Casa Branca não reagiu oficialmente às demandas de diálogo da atual presidente de Honduras, mas Trump publicou, neste fim de semana em sua plataforma Truth Social, um longo artigo de um de seus ex-conselheiros, Roger Stone, sobre o polêmico indulto que concedeu ao ex-presidente hondurenho, Juan Orlando Hernández.
Trump supreendeu, em dezembro, ao perdoar Hernández, que cumpria uma pena de 45 anos por narcotráfico nos Estados Unidos.
Para justificar sua medida, Trump simplesmente afirmou que pessoas de sua confiança lhe haviam explicado que o caso era uma "armação" e que Hernández era inocente.
Roger Stone, um consultor e lobista político americano que trabalhou na campanha eleitoral de Trump em 2016, publicou um artigo em seu blog no qual reconhece ter enviado uma carta de Hernández a Trump para explicar seu caso.
Stone afirma em seu artigo, reproduzido na Truth Social, que Hernández "foi acusado e processado pelas mesmas táticas de instrumentalização da justiça com as quais foi processado o presidente Trump" após seu primeiro mandato.
Roger Stone teve seus próprios problemas com a justiça americana. Foi detido e condenado por crimes como falso testemunho a 40 meses de prisão. Trump lhe concedeu perdão antes dele entrar na prisão, em 2020.
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