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Europa deveria levar Trump 'a sério' em relação à Groenlândia, adverte Vance

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O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, aconselhou nesta quinta-feira (8) a Europa a levar "a sério" o presidente Donald Trump em relação à Groenlândia, depois que Washington levantou a possibilidade de comprar o território da Dinamarca e até mesmo de recorrer a uma ação militar para tomá-lo.

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Trump insiste que os Estados Unidos devem assumir o controle da Groenlândia, território autônomo dinamarquês, para garantir sua própria segurança diante da China e da Rússia.

"Suponho que meu conselho aos líderes europeus e a qualquer outra pessoa seria que levem a sério o presidente dos Estados Unidos", disse Vance durante uma entrevista coletiva na Casa Branca, ao ser questionado sobre a Groenlândia.

"O que pedimos aos nossos amigos europeus é que levem mais a sério a segurança desse território, porque, se não o fizerem, os Estados Unidos terão de fazer algo", acrescentou Vance.

A Casa Branca, embora tenha se recusado a descartar a opção militar, indicou que Trump estava refletindo "ativamente" sobre a compra da extensa ilha ártica, sem precisar exatamente que forma essa transação poderia assumir.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, se reunirá na próxima semana com autoridades da Dinamarca, país aliado dos Estados Unidos no âmbito da Otan, para tratar da questão da Groenlândia. O local e o formato desse encontro ainda são desconhecidos.

Em várias ocasiões, a Groenlândia, com o respaldo da potência da qual depende, afirmou que não está à venda e que deseja decidir por conta própria seu futuro.

Os dirigentes europeus expressaram preocupação e, em alguns casos, indignação diante dessas reivindicações americanas.

França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido manifestaram apoio a Copenhague.

O vice-chanceler austríaco, Andreas Babler, instou na quarta-feira a União Europeia a elaborar um "catálogo" de medidas para dissuadir qualquer tentativa dos Estados Unidos de anexar a Groenlândia, incluindo a ameaça de sanções "severas" contra gigantes tecnológicos americanos e tarifas "punitivas" sobre determinados produtos agrícolas.

Os Estados Unidos mantêm uma base aérea na costa noroeste da Groenlândia.

Desde 1951, um acordo de defesa, atualizado em 2004, concede praticamente carta branca às forças americanas no território groenlandês, desde que avisem previamente as autoridades.

A Dinamarca, por sua vez, reforçou significativamente seus investimentos na ilha, destinando no ano passado 1,2 bilhão de euros (R$ 7,5 bilhões) à segurança na região.

No território autônomo, coberto em 81% por gelo, a defesa dinamarquesa contará com cinco novos navios árticos, um radar de alerta aéreo, drones e aviões de patrulha marítima.

Trump ironizou esses gastos, criticando Copenhague por ter adquirido apenas "um trenó de cães" adicional.

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dk/acb/gma/mar/am

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