Petro e Trump definem 'ações conjuntas' para combater ELN na Colômbia
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e seu homólogo americano, Donald Trump, concordaram em realizar "ações conjuntas" para atingir a guerrilha do ELN, que atua na fronteira com a Venezuela, disse nesta quinta-feira (08) o ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti.
Após uma escalada de tensões em razão dos bombardeios americanos em Caracas, da captura do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, e de ameaças de possíveis ações militares na Colômbia, Petro e Trump reduziram o tom em um telefonema na noite de quarta-feira, o primeiro entre os dois presidentes.
Trump e Petro "se comprometeram a fazer ações conjuntas" contra o Exército de Libertação Nacional (ELN), que desafia o governo de Petro com ataques constantes e sequestros de agentes de segurança após negociações de paz fracassadas, disse Benedetti em entrevista à Blu Radio.
Em dezembro, o ELN ordenou o confinamento de civis nas áreas sob seu domínio, no que chamou de "greve armada" para responder às "ameaças de intervenção de Trump".
Na ligação, o esquerdista Petro aceitou um convite de Trump para uma reunião em Washington e pediu "ajuda para atingir duramente o ELN na fronteira" com a Venezuela, afirmou Benedetti.
Segundo o ministro, os guerrilheiros "sempre terminavam na Venezuela" após confrontos com a força pública colombiana. "Havia vezes em que a Venezuela ajudava e outras em que não", disse.
Colômbia e Venezuela compartilham uma fronteira porosa de 2.200 quilômetros, onde diferentes grupos armados disputam as rendas do narcotráfico, da mineração ilegal e do contrabando.
Para Benedetti, é necessário que os guerrilheiros "também sejam atacados na retaguarda quando são atacados aqui".
Petro tentou sem sucesso negociar a paz com o ELN após assumir o poder em 2022, como parte de sua política para desmobilizar todos os grupos armados por meio do diálogo.
As negociações com o ELN estão suspensas após uma ofensiva dos rebeldes contra combatentes de outra guerrilha em uma área de fronteira conhecida como Catatumbo, há um ano, que deixou uma centena de mortos e dezenas de milhares de deslocados.
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