Rússia considerará qualquer presença militar ocidental na Ucrânia um 'alvo legítimo'
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A Rússia advertiu, nesta quinta-feira (8), que considerará qualquer presença de tropas estrangeiras na Ucrânia um alvo militar legítimo, após os aliados ocidentais de Kiev concordarem em enviar milhares de soldados ao país assim que um cessar-fogo for implementado.
"Todas essas unidades e instalações serão consideradas alvos militares legítimos para as forças armadas russas. Esses avisos foram emitidos repetidamente no mais alto nível e permanecem válidos", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em comunicado.
A porta-voz se referiu à Ucrânia e seus aliados europeus como o "eixo da guerra" e alertou que Moscou não aceitará nenhum acordo assinado por eles em relação ao envio de uma força de paz.
"As novas declarações militaristas da chamada Coalizão de Voluntários e do regime de Kiev constituem, em conjunto, um verdadeiro 'eixo da guerra'", disse Zakharova, descrevendo tais planos como "perigosos" e "destrutivos".
Os membros da Coalizão de Voluntários prometeram, na terça-feira, em uma reunião em Paris, fornecer garantias de segurança "robustas" para Kiev, incluindo o envio de uma "força multinacional" apoiada pelos Estados Unidos, caso haja um cessar-fogo no conflito que já dura quase quatro anos.
Nenhum detalhe foi divulgado sobre essa força, embora França, Reino Unido e Espanha tenham manifestado disposição em enviar tropas para essa missão.
A Rússia insiste que não aceitará que países da Otan enviem soldados para uma força de paz na Ucrânia.
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