Internacional

Colômbia teme uma 'catástrofe' na América Latina após operação militar dos EUA na Venezuela

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Os ataques dos Estados Unidos na Venezuela que terminaram com a captura de Nicolás Maduro podem escalar e desencadear uma "catástrofe" sem precedentes na América Latina, disse o vice-chanceler da Colômbia, Mauricio Jaramillo, em entrevista à AFP em Bogotá.

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O governo colombiano (de esquerda) condena a incursão militar ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Caracas e considera um "sequestro" a detenção de Maduro, com declarações que despertaram a ira de Washington e aprofundaram ainda mais a fissura na relação entre países historicamente aliados.

"Se houver uma crise humanitária de grande magnitude, a crise, o impacto, a devastação, serão incontroláveis. (...) Estamos falando de uma catástrofe que a América Latina não conhece", afirmou o vice-ministro a partir de seu gabinete na Chancelaria, no centro histórico da capital colombiana.

O cenário preocupa o país que compartilha uma porosa fronteira de 2.200 quilômetros com a Venezuela e é o maior receptor do êxodo que fugiu da crise, com 3 milhões de imigrantes em território colombiano.

"A Colômbia é um país do sul global, de renda média (...) tentamos nos preparar, mas jamais estaremos totalmente preparados caso haja uma degradação decorrente da guerra", diz Jaramillo.

Desde que Trump chegou ao poder, em janeiro de 2025, as relações com a Colômbia entraram em seu momento mais baixo, com choques frequentes por temas como narcotráfico, migração, tarifas, entre outros.

Mas os ataques de 3 de janeiro em Caracas marcaram um ponto crítico. A Chancelaria teme que o cenário se deteriore ainda mais na região, sobretudo em um momento em que a América Latina está polarizada em relação aos Estados Unidos.

Enquanto Argentina, Equador e o governo eleito do Chile defendem a derrubada de Maduro, Brasil, México e Colômbia se uniram para condená-la.

"Essa divisão obviamente conspira contra uma saída regional (...) ao não termos alguns pressupostos e consensos mínimos, fica obviamente muito difícil responder de maneira regional", adverte o vice-chanceler.

Depois de derrubar Maduro, Trump ameaçou o presidente colombiano, Gustavo Petro — a quem chama de um líder do narcotráfico — com um eventual ataque semelhante.

O vice-chanceler diz que a Colômbia considera "improvável" um ataque militar por parte de Washington, mas que, diante de um possível exercício militar dos Estados Unidos, o país exerceria "a legítima defesa".

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bur-lv/als/cr/am

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