Petróleo cai por pressão dos EUA para explorar recursos da Venezuela
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As cotações do petróleo continuaram retrocedendo nesta quarta-feira (7) diante dos novos anúncios de Washington sobre o futuro da exploração das gigantescas reservas de hidrocarbonetos da Venezuela.
O preço do barril de tipo Brent, negociado em Londres para entrega em março, caiu 1,22%, para 59,96 dólares. Seu equivalente no mercado americano, o barril de tipo West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em fevereiro, recuou 2,00%, para 55,99 dólares.
O presidente americano, Donald Trump, assegurou que Caracas entregará aos Estados Unidos "entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo", que serão "comercializados a preço de mercado".
Esta decisão "não aumenta o fornecimento de petróleo da Venezuela, mas simplesmente o redireciona. A China, o maior comprador, terá que substituir essas entregas", explicou Simon Lack, da firma Catalyst Energy Infrastructure Fund.
O governo americano também anunciou nesta quarta que Washington controlará "por um período indefinido" a comercialização do petróleo venezuelano e que pretende aumentar a produção no país, que hoje gira em torno de apenas um milhão de barris diários.
Essa perspectiva de aumentar a quantidade de barris em um mercado cuja oferta já é considerada excedente é o que está pressionando os preços para baixo.
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