Petróleo cai em meio a incertezas sobre reservas da Venezuela
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Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira (6) ao fim de uma sessão volátil, enquanto os operadores ainda questionam a possibilidade de explorar as imensas reservas da Venezuela após a captura do presidente deposto Nicolás Maduro.
O barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em março, recuou 1,72% para 60,70 dólares. Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para fevereiro, caiu 2,04% para 57,13 dólares.
O mercado petrolífero ainda analisa a situação na Venezuela, mas "nesta fase há apenas perguntas sem respostas imediatas", afirmou Tamas Varga, analista da PVM.
"A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris, o que representa cerca de 17% a 18% dos recursos mundiais de petróleo bruto", disse Jeffrey Roach, da LPL Financial.
Essa base "deveria idealmente posicionar a Venezuela como uma potência energética de primeira ordem", estimou o analista.
Mas "décadas de investimento insuficiente, envelhecimento das infraestruturas e instabilidade política mantiveram grande parte desse petróleo debaixo da terra, impedindo que o país tire pleno proveito", acrescentou.
Segundo os especialistas, os investimentos necessários são enormes, e a composição do petróleo local o torna mais difícil de refinar e menos valioso do que o de países como a Arábia Saudita.
De acordo com a Rystad Energy, na Venezuela "só poderão ser acrescentados 300 mil barris diários" à produção atual, que é da ordem de um milhão, "nos próximos dois a três anos com um gasto moderado".
O presidente americano Donald Trump manifestou interesse pelos recursos petrolíferos venezuelanos e disse estar disposto a trabalhar com a presidente interina, Delcy Rodríguez, desde que sejam cumpridos os objetivos de Washington.
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