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Wall Street fecha em alta e mercado avalia impacto de operação dos EUA na Venezuela

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A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta segunda-feira (5), segundo alguns analistas impulsionada pelas altas de empresas do setor energético após a captura do hoje deposto presidente venezuelano Nicolás Maduro por parte dos Estados Unidos, e segundo outros por um melhor ânimo geral dos investidores.

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O Dow Jones ganhou 1,23% e atingiu um recorde de fechamento a 48.977,18 pontos. O índice ampliado S&P 500 avançou 0,64% e o Nasdaq subiu 0,69%.

A operação americana deste fim de semana na Venezuela "foi percebida de maneira positiva" pelo mercado americano, resumiu à AFP Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities.

"O setor energético registra altas acima da média, já que as grandes petroleiras americanas estão bem posicionadas para aproveitar o controle de Washington sobre este país rico em petróleo", opina Jose Torres, da Interactive Brokers.

Mas, para o veterano Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, a sessão positiva se deveu sobretudo a uma injeção de otimismo dos investidores após um final lento em 2025, mais do que ao que aconteceu na Venezuela.

"Estamos entrando na primeira semana completa de negociações em algum tempo e [além disso] em uma semana de dados econômicos frescos" nos Estados Unidos, destacou Hogan, aludindo ao relatório sobre o emprego de dezembro nos Estados Unidos que será divulgado esta semana.

"É como um olhar renovado. Os investidores parecem ver mais aspectos positivos do que negativos", acrescentou.

- A montanha-russa do petróleo -

A ação do grupo Chevron, já presente na Venezuela, subiu 5,11%. A Exxon Mobil ganhou, por sua vez, 2,25%, e a ConocoPhillips avançou 2,62%.

A especialista em serviços para a indústria petrolífera Halliburton disparou 7,85%, e a refinaria Marathon Petroleum subiu 5,96%.

As ações do setor de defesa também avançaram, juntamente com vários nomes destacados do setor tecnológico, no foco das atenções na feira Consumer Electronics Show desta semana em Las Vegas.

Os preços do petróleo viveram sua própria montanha-russa enquanto os mercados avaliavam os acontecimentos dramáticos do fim de semana na Venezuela.

Após dispararem em uma reação inicial à operação militar para deter Nicolás Maduro em Caracas, os preços do petróleo caíram posteriormente diante da especulação de que a Venezuela — que possui cerca de um quinto das reservas petrolíferas do mundo — poderia aumentar rapidamente a produção, somando-se ao excesso de oferta existente.

Mas depois os preços do petróleo se recuperaram novamente quando os investidores perceberam que a Venezuela não está em condições de ter um impacto significativo na oferta de petróleo no curto prazo, mesmo com todo o investimento que o presidente americano Donald Trump prometeu.

O país possui as maiores reservas comprovadas do mundo, com mais de 303 bilhões de barris, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), à frente da Arábia Saudita e do Irã, mas a produção atualmente é baixa, em torno de um milhão de barris por dia.

Apesar do "evidente desejo" de Trump de que as petroleiras americanas intensifiquem sua atividade na Venezuela, os preços mais baixos do petróleo e a incerteza política frustrarão os esforços para explorar seu vasto potencial energético, previu David Oxley, economista-chefe de clima e matérias-primas da Capital Economics.

"Levaria anos, e um investimento maciço, para devolver a produção petrolífera da Venezuela aos níveis anteriores à crise", disse Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em março subiu assim 1,66%, a 61,76 dólares. Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em fevereiro, avançou 1,74%, a 58,32 dólares.

Um eventual levantamento do embargo petrolífero à Venezuela e a intenção manifestada por Washington de explorar suas reservas são, em teoria, fatores de baixa para o petróleo.

Anos de falta de investimento, corrupção e sanções dos Estados Unidos fizeram com que a Venezuela produza menos de um milhão de barris diários.

"Veríamos barris adicionais da Venezuela passando, digamos, de um milhão de barris diários para dois milhões de barris diários apenas depois de cinco a sete anos", disse à AFP Jorge León, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy.

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ni/tmc/mr/cr/am

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