Das sanções à captura de Maduro
A escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela
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Primeiras sanções
As relações entre Washington e Caracas se deterioraram após a chegada de Hugo Chávez ao poder, em 1999. Em 2006, os Estados Unidos, sob o governo George W. Bush, proibiram a venda de armas e material militar à Venezuela, alegando falta de cooperação no combate ao terrorismo. Em 2010, os dois países retiraram seus respectivos embaixadores.
Acusações de violação dos direitos humanos
Após a morte de Chávez, em 2013, e a eleição de Nicolás Maduro, o governo Barack Obama impôs sanções a autoridades venezuelanas. As medidas incluíram congelamento de bens e restrições de vistos, sob acusação de violações de direitos humanos na repressão a protestos.
A “opção militar” mencionada por Trump
A partir de 2017, no primeiro mandato de Donald Trump, Washington ampliou sanções financeiras contra altos funcionários venezuelanos, incluindo membros do Tribunal Supremo, acusados de enfraquecer o Parlamento controlado pela oposição. Após a convocação da Assembleia Constituinte, Trump impôs sanções diretas a Maduro e passou a mencionar uma “possível opção militar”. Os EUA também proibiram a compra de títulos do governo venezuelano e da estatal PDVSA.
Endurecimento das sanções
Após a reeleição de Maduro em 2018, considerada ilegítima por Washington, Trump endureceu as sanções em 2019 para pressionar pela saída do presidente. Caracas rompeu relações diplomáticas após os EUA e cerca de 60 países reconhecerem Juan Guaidó como “presidente interino”. Em 2023, o governo autoproclamado foi dissolvido, e Washington voltou a sancionar a PDVSA e o banco central.
Embargo ao petróleo
Em abril de 2019, Trump impôs um embargo ao petróleo venezuelano e congelou ativos do governo nos Estados Unidos. O embargo foi parcialmente flexibilizado em 2023, após a invasão da Ucrânia, mas restabelecido quando Washington avaliou que Maduro não garantiu eleições justas em 2024, ao manter a inelegibilidade de María Corina Machado. No início de seu segundo mandato, em 2025, Trump revogou licenças de multinacionais do setor. Apenas a Chevron voltou a operar, com restrições.
50 milhões de dólares por Maduro
Acusado de “narcoterrorismo”, Maduro passou a ser alvo de recompensa oferecida pelos EUA, inicialmente de US$ 15 milhões, elevada para US$ 25 milhões no governo Biden. Em agosto de 2025, Trump dobrou o valor para US$ 50 milhões. Washington acusa Maduro de liderar o chamado “Cártel dos Sóis”, cuja existência não foi comprovada.
Mobilização no Mar do Caribe
Desde agosto, os EUA intensificaram operações militares no Caribe, com bombardeios contra embarcações acusadas de tráfico de drogas. Ao menos 115 pessoas morreram. Em dezembro, Washington apreendeu dois petroleiros e perseguiu um terceiro, no âmbito de um bloqueio naval. Caracas denunciou “pirataria internacional”.
Bombardeios e captura de Maduro
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Em 29 de dezembro, Trump afirmou que forças americanas destruíram um cais ligado ao narcotráfico, no primeiro ataque terrestre dos EUA em solo venezuelano. Ontem, Caracas foi alvo de bombardeios contra instalações militares. Pouco depois, Trump anunciou a “captura” de Maduro e de sua esposa, ação classificada pelo governo venezuelano como “gravíssima agressão militar”.