México responderá a tarifas de aço e alumínio se EUA rejeitar acordo
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Siga noO México vai tomar medidas "na próxima semana" se não alcançar um acordo com os Estados Unidos para ser excluído da cobrança de tarifas de 50% sobre o aço e o alumínio, disse a presidente Claudia Sheinbaum nesta quarta-feira (4).
O México é um dos países mais vulneráveis às tarifas comerciais impostas por Donald Trump, pois 80% de suas exportações têm como destino os Estados Unidos, seu maior parceiro comercial.
"Se não houver um acordo já, nós estaríamos anunciando na próxima semana algumas (...) medidas" para proteger a indústria, afirmou a presidente em sua coletiva de imprensa habitual, sem especificar quais medidas seu governo está considerando.
Na terça-feira, Trump assinou um decreto que aumenta de 25% a 50% as tarifas às importações sobre aço e alumínio, que considera setores estratégicos para a segurança.
Após o anúncio do aumento, o secretário mexicano da Economia, Marcelo Ebrard, anunciou que estará em Washington na próxima sexta-feira para pedir que o México seja excluído.
Sheinbaum qualificou a nova medida do presidente americano, Donald Trump, como "injusta".
A resposta do México, disse, não será "olho por olho" ou uma "vingança", mas uma medida para proteger os empresários nas indústrias do aço e do alumínio.
"Ontem mesmo, a porta-voz da Casa Branca disse que há muito boa colaboração em todos os temas com o México, inclusive no tema da segurança, então não acreditamos que tenha sustentação", disse Sheinbaum.
Em 2024, os Estados Unidos importaram cerca da metade do aço e do alumínio usados no país.
O Canadá é seu principal provedor de aço, seguido de Brasil e México, com produtos destinados a outras indústrias, como a automotiva e a da construção. A Argentina é o sexto provedor de alumínio.
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