Internacional

Cinco opositores russos presos são levados a locais desconhecidos

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Pelo menos cinco opositores presos na Rússia foram transferidos a locais desconhecidos nos últimos dias, informaram seus familiares e ONGs, uma medida incomum no sistema prisional russo.

Neste país, a transferência de detidos após sua condenação para os centros onde serão presos muitas vezes não é transparente e pode levar semanas até que se saiba para onde foram enviados.

Mas o fato de tantos opositores presos em locais diferentes terem sido transferidos ao mesmo tempo é pouco comum.

A equipe de Ilia Yashin, condenado no final de 2022 a oito anos e meio de prisão por ter denunciado crimes, atribuídos a Moscou, na Ucrânia, anunciou nesta terça-feira (30) no Telegram que o opositor havia "desaparecido" da prisão onde cumpria sua sentença, na região de Smolensk. Segundo pessoas próximas, ele estaria a caminho "de um destino desconhecido".

Um dia antes, a ONG Memorial afirmou que Oleg Orlov, condenado a dois anos e meio de reclusão por ter criticado a ofensiva russa contra a Ucrânia, também tinha desaparecido do centro de detenção provisória de Syzran, na região de Samara. 

Ksenia Fadeyeva e Lilia Chanysheva, duas amigas próximas do falecido opositor Alexei Navalny, condenadas respectivamente a nove e nove anos e meio de prisão por "extremismo", também foram retiradas dos seus locais de detenção, segundo o marido de Chanysheva e a equipe de Fadeyeva.

O grupo de apoio à artista Alexandra Skochilenko, sentenciada a sete anos de prisão por uma ação pacifista, afirmou no Telegram que ela foi transferida de um centro de detenção provisória em São Petersburgo "supostamente" para Moscou. 

Alguns observadores especulam que uma troca de prisioneiros entre opositores russos e americanos detidos na Rússia esteja sendo realizada no momento.

"Parece que estamos à beira de uma troca muito importante (e não apenas com os americanos)", observou a cientista política independente Tatiana Stanovaya, no exílio, no Telegram. 

As ONGs manifestam frequentemente a sua preocupação com as condições de detenção dos presos políticos na Rússia, onde a repressão às vozes críticas se intensificou desde o início do ataque contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

bur/alf/sla/jvb/mb/yr/aa

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