O Paquistão registrou o abril mais chuvoso desde 1961, com chuvas duas vezes e meia superiores ao habitual, de acordo com um relatório dos serviços meteorológicos nacionais divulgado na sexta-feira (4). 

A precipitação atingiu "59,3 milímetros" em abril, muito acima das médias habituais de 22,5 milímetros, diz o texto. 

As autoridades relataram pelo menos 144 mortes em tempestades e desabamento de casas devido às fortes chuvas em abril. 

Grande parte da Ásia enfrenta uma onda de calor sem precedentes, mas o Paquistão viu a sua temperatura média mensal cair para 23,67 graus, em comparação com os habituais 24,54, continua o relatório. 

O Paquistão, o quinto país mais populoso do mundo, com 240 milhões de habitantes, está entre os mais ameaçados pela mudança climática. 

Para Zaher Ahmad Babar, porta-voz dos serviços meteorológicos, a mudança climática explica este mês incomum.

"A mudança climática é um fator importante que influencia as tendências meteorológicas imprevisíveis na nossa região", disse ele à AFP. 

O Paquistão, que afirma ser responsável por menos de 1% das emissões globais de gases de efeito estufa, está cada vez mais vulnerável a fenômenos meteorológicos extremos e as monções, que geralmente chegam no início de julho, são frequentemente destrutivas. 

Em abril, o número mais alto, com 84 mortes, incluindo 38 crianças, foi registrado na província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do país fronteiriço do Afeganistão, onde 3.500 casas foram danificadas.

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