O Exército israelense apreendeu, nesta segunda-feira (15), material na fazenda ilegal em que vivia um adolescente israelense assassinado no sábado na Cisjordânia ocupada. A morte do rapaz provocou represálias por parte de colonos. 

"No dia seguinte ao funeral de Binyamin Achimeir, forças da polícia e do Exército confiscaram equipamentos no assentamento de Malachei HaShalom", afirmou à AFP Eliha Yered, porta-voz do posto avançado de colonos.  

Esses postos, formados por estruturas frequentemente precárias, são ilegais, segundo a legislação israelense. 

Achimeir, de 14 anos, desapareceu na sexta-feira, quando pastoreava suas ovelhas nos arredores de Malachei HaShalom, perto de uma cidade palestina da região de Ramalah. 

Seu corpo foi encontrado a centenas de metros dali, com sinais de violência. O Exército israelense afirmou que ele havia sido "assassinado em um atentado terrorista". 

Após a descoberta de seu corpo, colonos de assentamentos vizinhos atacaram aldeias palestinas e mataram pelo menos duas pessoas.  Esses enfrentamentos ocorrem em um contexto de crescente tensão na Cisjordânia desde o início, em 7 de outubro, da guerra entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas na Faixa de Gaza. 

O posto avançado de Malachei HaShalon é uma fazenda fundada em 2015 em memória de jovens israelenses assassinados por palestinos nessa área, um em 2003 e outro em junho de 2015. 

Existem vários desses postos avançados, que são ilegais, porque foram construídos sem autorização. Enquanto alguns estão em processo de legalização, outros, construídos em terrenos privados pertencentes a palestinos, vão ser destruídos. 

Todos os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, onde vivem mais de 490.000 israelenses, são ilegais, segundo o direito internacional. 

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