O príncipe Harry chegou a um acordo para pôr fim aos processos pendentes por coleta ilícita de informações contra a editora do tabloide Daily Mirror e obterá uma indenização, anunciou seu advogado nesta sexta-feira (9).

Segundo David Sherborne, a MGN concordou em pagar uma "soma substancial" ao filho mais novo do rei Charles III, incluindo todas as despesas judiciais.

Em dezembro passado, o jornal já havia sido condenado nesse mesmo processo.

Esse acordo inclui outras 115 reportagens, sobre as quais a Justiça ainda não havia se pronunciado. 

Em 15 de dezembro, o Tribunal Superior de Londres decidiu a favor de Harry e condenou a MGN ao pagamento de 140.600 libras (177.413 dólares ou 883.481 reais) em indenização. 

O acordo alcançado em fevereiro, segundo Sherborne, determinou que a indenização incluiria o pagamento dos gastos judiciais no valor de 400.000 libras (505.000 dólares ou 2,514 bilhões de reais).

Na decisão de dezembro, o tribunal concluiu que 15 das 33 notícias analisadas, publicadas entre 1996 e 2009, foram resultado de pirataria de mensagens de voz do duque de Sussex, ou de seu entorno.

Os magistrados concluíram que os jornais fizeram escutas telefônicas "longas" de celebridades entre 2006 e 2011, inclusive durante uma investigação pública sobre a conduta da imprensa britânica.

O príncipe prestou declarações durante oito horas, divididas em dois dias de audiências, em junho de 2023. 

Foi a primeira vez que um membro da família real compareceu a um tribunal desde Edward VII em 1891, antes de ser rei, em um julgamento por difamação.

O príncipe iniciou uma batalha legal contra vários veículos sensacionalistas, os quais responsabiliza pela morte de sua mãe, Diana, em 1997, em um acidente de carro em Paris, quando era perseguida por "paparazzi".

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