Uma família denuncia um caso de discriminação, intolerância religiosa e violência verbal contra uma aluna de 13 anos de uma escola no Bairro Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A menina passou a ser alvo de uma enxurrada de ataques após manifestar sua opinião política nas redes sociais, no último domingo (25/10), logo após o término da apuração dos votos do 2º turno das eleições.
Conforme informações cedidas ao Estado de Minas, as agressões virtuais - enviadas por meio de áudios e mensagens de texto no Instagram por um colega de turma e outros adolescentes - continham insultos dirigidos à religião da família, ataques aos pais e avó da vítima, além de referências de cunho sexual e incitação à violência.
Nos arquivos, os agressores usam termos pejorativos para se referir ao candomblé e a entidades espirituais, além de humilharem a estudante por sua condição socioeconômica. "Você mora na rua, você come abóbora todo dia. Você fica vivendo de Bolsa Família. Minha casa vale 10 milhões, vale mais que sua alma inteira", foram algumas das falas, além de xingamentos como "vagabunda", e de cunho sexual contra a vítima.
Diante do teor das falas e das ameaças, a família da vítima registrou um boletim de ocorrência. Após o ocorrido, os familiares ainda apontaram que a estudante passou a apresentar crises de ansiedade e queda no rendimento escolar, o que gera o receio de perda da bolsa de estudos que garante sua permanência na instituição.
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A reportagem entrou em contato com a unidade de ensino, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. A Polícia Civil também foi procurada e informou, em nota, que os fatos já estão sendo apurados pelo Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam).
