A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recolheu amostras de combustíveis no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. A fiscalização analisa a possibilidade de adulteração ou má qualidade do material utilizado em duas aeronaves que caíram após decolarem do terminal na sexta-feira (9). Quatro pessoas morreram nos dois acidentes.
A coleta das amostras ocorreu na terça-feira (13), quatro dias depois das quedas. O material passará por análises laboratoriais para verificar as condições do combustível. Os fiscais também examinaram registros das operações de abastecimento e fornecimento realizadas no aeródromo.
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Condições das aeronaves e histórico de fiscalização
O órgão fiscalizador não esclareceu se os dois aviões utilizaram os mesmos fornecedores ou compartilharam equipamentos. Uma das aeronaves pertencia à Polícia Militar de Minas Gerais. A outra era de propriedade da empresa baiana Bello Fruit Importação e Exportação. Ambas afirmaram que a manutenção estava em dia, e a Agência Nacional de Aviação (Anac) declarou que os registros estavam regulares.
A ANP informou que poderá aplicar medidas cautelares, incluindo a interdição de instalações, caso identifique irregularidades graves. As últimas vistorias aos fornecedores da Pampulha aconteceram em outubro de 2025, quando nenhuma irregularidade foi constatada.
Circunstâncias das quedas
As duas quedas ocorreram com poucas horas de intervalo. No fim da manhã, o monomotor Embraer Corisco II Turbo, matrícula PT-VHE, caiu sobre os trilhos no pátio de manutenção do metrô, perto da Estação São Gabriel. A aeronave fazia voo de teste rumo a Juatuba após passar por manutenção. O piloto Daniel de Souza da Silva Salomão, de 31 anos, morreu na queda.
Durante a tarde, o bimotor Beechcraft Super King Air 300, da Polícia Militar mineira, caiu próximo ao Aeroporto do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, durante voo de checagem. O acidente matou o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Alice dos Santos Almeida e Gabriela Emília Soares Lacerda Resende.
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A Polícia Civil de Minas Gerais e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investigam as causas das duas quedas. Segundo dados do Cenipa, Minas Gerais acumulou 140 acidentes aéreos e 71 mortes no período de dez anos, com três episódios na Região Metropolitana de Belo Horizonte desde maio.
